A economia brasileira cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao trimestre anterior, com ajuste sazonal, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira (29). Os números vieram em linha com o esperado pelo mercado.
O resultado supera o desempenho do quarto trimestre de 2025 e eleva o PIB acumulado em quatro trimestres para 2,0%. Em valores correntes, o PIB totalizou R$ 3,3 trilhões no período.
Agropecuária e construção lideram pelo lado da produção
A agropecuária foi o destaque positivo, com alta de 2,0% no trimestre. A soja registrou produção recorde na série histórica, impulsionada por condições climáticas favoráveis e expansão da área plantada. Na indústria, a extração mineral avançou 3,6% e a construção cresceu 2,9%, enquanto a transformação ficou praticamente estável, com alta de apenas 0,1%.
Nos serviços, informação e comunicação liderou com alta de 2,4%, seguida por atividades imobiliárias (1,2%) e comércio (0,6%). Transporte e armazenagem recuou 0,7%, assim como atividades financeiras, que cederam 0,6%.
Consumo das famílias avança, mas investimento volta a cair
Pelo lado da demanda, o consumo das famílias cresceu 1,0% no trimestre e 1,7% na comparação anual. O consumo do governo avançou 0,4% e 2,8%, respectivamente. A formação bruta de capital fixo, porém, registrou a segunda queda consecutiva na comparação anual, recuando 1,4%, penalizada pela queda de 6,3% na produção de bens de capital.
As importações de bens e serviços cresceram 4,4% frente ao trimestre anterior — movimento pressionado por veículos automotores, derivados de petróleo e produtos farmacêuticos. As exportações recuaram 1,7% na mesma base de comparação.
Indústrias extrativas e serviços puxam alta anual de 1,8%
Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, o PIB cresceu 1,8%. As indústrias extrativas lideraram com alta expressiva de 13,1%, impulsionadas pela extração de petróleo e gás natural. Todos os segmentos de serviços registraram crescimento anual, com destaque para informação e comunicação (+7,6%) e atividades imobiliárias (+2,9%).
A indústria de transformação recuou 0,9% na comparação anual, puxada pela queda em impressão e reprodução de gravações (-10,2%) e fabricação de máquinas e equipamentos (-9,4%), segmentos mais sensíveis ao ambiente de juros elevados e menor demanda por investimentos.






