A Federação Única dos Petroleiros (Fup) pediu à Petrobras (PETR4) que cancele o edital de licitação para afretamento de plataformas de revitalização dos campos de Barracuda e Caratinga.
A instituição alega baixo conteúdo local e isenção da multa, e lembra que o edital da plataforma flutuante (FPSO, na sigla em inglês), que foi lançado no início de agosto, estabelece conteúdo local de 10% e, segundo a Fup, “deixa de fora a indústria nacional”.
Coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar disse que conteúdo local tão baixo e isenção de multa em caso de não cumprimento do índice significa, na prática, aplicação voluntária de conteúdo zero, dependendo da vontade do fornecedor, deixando de fora a indústria nacional e o trabalhador brasileiro.
“É inaceitável”, frisou, acrescentando que um dos compromissos assumidos pelo presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, é a retomada da indústria naval com a colocação de encomendas no Brasil.
FUP pressiona Petrobras (PETR4)
Levantamento do Valor Econômico mostra que o edital para afretamento da nova plataforma prevê prazo de contratação de 24 anos, que poderá ser estendido em caso de paralisação da unidade, por conta da falta de equipamentos essenciais e de manutenções programadas. O FPSO terá capacidade de extrair até 100 mil barris por dia e processar até 6 milhões de m³/dia de gás.
Coordenador-geral do Sindipetro Norte Fluminense, Tezeu Bezerra destacou que vai reforçar o pedido de cancelamento do edital pela Petrobras. “É crucial o cancelamento deste edital. Contratos devem ser firmados com base em regras de um conteúdo local que respeite a capacidade de encomendas à indústria local de construção naval”, completou.
CADE
Também nesta data o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) instaurou um inquérito administrativo contra a Petrobras para apurar indícios de práticas anticompetitivas na venda de gás natural às usinas termelétricas durante a crise hídrica de 2021.
A autarquia solicitou a 50 usinas informações sobre custo médio de compra de combustíveis para a geração de energia elétrica e cópia de contratos de venda para distribuidoras.
O Cade indagou a Petrobras sobre os tipos de combustíveis fornecidos às UTE, cópia dos contratos e preço mensal cobrado nos últimos três anos.
Depois da análise, iniciada em 2021, e das apurações compartilhadas pela Aneel e pela ANP, o Cade considerou que existem indícios de infração da ordem econômica.
Bolsa
Por volta das 16h a ação PETR4 recuava 0,61%, cotada em R$ 34,42.

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