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Fracassa aumento de capital da Alliança Saúde

Fracassa aumento de capital da Alliança Saúde

Segundo comunicado ao mercado, foram subscritas somente 87 milhões de ações contra mínimo de 95,1 milhões

Em mais um capítulo de sua crise, fracassou o aumento de capital da Alliança Saúde (AALR3), que pretendia levantar valor mínimo de R$ 532,6 milhões, mediante a emissão de pelo menos 95,1 milhões de ações. Agora, a companhia irá cancelar integralmente o processo.

Segundo comunicado ao mercado, foram subscritas somente 87 milhões de ações. Como o aumento previa valor de R$ 5,60 por cada ativo, o valor obtido foi de R$ 487 milhões, ficando R$ 45 milhões abaixo do mínimo previsto. Além das ações, quem comprasse um ativo receberia ainda um bônus de subscrição, mas que seria emitido somente se o mínimo fosse atingido, o que não foi o caso.

Com isso, a empresa que era liderada por Nelson Tanure informou que irá proceder a devolução dos valores eventualmente pagos pelos subscritores das ações emitidas no âmbito do aumento de capital em um prazo de até 15 dias.

Há alguns dias, o fundo de investimento Tessai FIP passou a deter o controle da companhia, após adquirir 59,84% do capital social.

O fundo foi constituído recentemente pela gestora Geribá Investimentos, especializada em operações de special situations. A participação adquirida correspondia às ações que até o mês passado estavam vinculadas ao empresário carioca, que haviam sido dadas em garantia a credores e acabaram sendo executadas.

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Com a mudança no bloco de controle, a companhia informou que a operação poderá levar a ajustes em sua estrutura administrativa. Entre as possibilidades estão alterações na composição do conselho de administração e em outros órgãos de governança.

Venda da Alliança Saúde

Em janeiro, o banco BTG Pactual (BPAC11) havia dado início ao processo de venda da companhia, cujo valor de mercado fora calculado em aproximadamente R$ 643 milhões, segundo informações do Valor Econômico. A ideia seria atrair grupos como Dasa (DASA3) e Grupo Fleury (FLRY3).

Ao mesmo tempo, Tanure virou alvo de investigações da Polícia Federal (PF), no âmbito de operação Compliance Zero, por causa de suposto envolvimento com fundos de investimentos que realizaram operações financeiras com o Banco Master.

Em 2024, chegou a ser ventilada no mercado uma possível fusão com a Oncoclínicas (ONCO3), negada posteriormente pela companhia. Outra companhia que também negou uma possível combinação de negócios naquela mesma ocasião foi a Dasa.