O Bradesco BBI reiterou a recomendação de compra para quatro ações do setor educacional: Yduqs (YDUQ3), Vitru (VTRU3), Cruzeiro do Sul (CSED3) e Cogna (COGN3). A visão construtiva se apoia em companhias com geração de caixa forte e múltiplos descontados.
O que concentra as atenções do setor, porém, está fora do balanço. As novidades recentes vêm do segmento de medicina, o mais rentável entre os cursos superiores privados.
Medicina no centro das mudanças
Duas decisões mexeram com o segmento. O Superior Tribunal de Justiça autorizou o uso do Enamed 2025 para avaliação dos cursos, e o Tribunal de Contas da União abriu investigação sobre as regras do Ministério da Educação para a abertura de novas vagas.
“O cenário reforça nossa atenção às mudanças regulatórias em medicina e às pressões de custos no setor”, apontam Marcio Osako e Henrique Colla, analistas do Bradesco BBI.
Captação aquecida e custos sob pressão
Do lado da demanda, o sinal é positivo. A procura por cursinhos pré-vestibulares em São Paulo saltou 60%, indicador que costuma antecipar o movimento de captação de alunos no ensino superior. No campo corporativo, o fundo Mubadala comprou uma instituição de ensino no Espírito Santo.
“Estudos indicam que o fim da escala de trabalho de seis dias poderia elevar as mensalidades escolares em até 23%”, observam Osako e Colla.
A eventual mudança na jornada aumentaria o custo com pessoal das instituições, principal linha de despesa do setor, com repasse provável ao aluno.






