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Energisa avança no 1TRI26 com crescimento do consumo e melhora operacional

Energisa avança no 1TRI26 com crescimento do consumo e melhora operacional

Crescimento do consumo residencial e industrial impulsionou o desempenho operacional da Energisa no primeiro trimestre de 2026

A prévia operacional da Energisa (ENGI11) para o 1TRI26 mostrou um cenário positivo para a companhia, segundo análise divulgada pelo BTG Pactual. O relatório aponta crescimento de 3,5% no consumo consolidado de energia elétrica na comparação anual, impulsionado principalmente pela expansão da demanda residencial e industrial.

O desempenho reforça a resiliência operacional da empresa em meio ao avanço do consumo em diferentes regiões do país.

De acordo com os analistas do banco, o crescimento foi concentrado sobretudo nos meses de janeiro e março, beneficiado pela expansão da base de consumidores, temperaturas mais elevadas em algumas regiões e pela atividade aquecida em setores como alimentos e mineração. O resultado do 1TRI26 reforça a percepção positiva do mercado em relação ao desempenho operacional da Energisa.

Crescimento foi puxado por demanda residencial e industrial

Segundo o BTG Pactual, a maior parte das concessões da Energisa apresentou crescimento no período. Das nove distribuidoras analisadas, oito registraram avanço no consumo de energia. Os destaques ficaram para a EMT, com crescimento de 6,7%, seguida pela ESE, com alta de 5%, e pela EPB, que avançou 4,4%.

A análise destaca ainda que o aumento das temperaturas em regiões atendidas pela companhia, especialmente no Norte do país e na área da EMT, favoreceu um consumo maior de energia elétrica. Além disso, a atividade industrial ligada aos segmentos de alimentos e mineração contribuiu para fortalecer os números da Energisa no 1TRI26.

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A única exceção foi a concessão ESS, que apresentou retração de 0,2% no consumo de energia na comparação anual. Ainda assim, o desempenho consolidado da Energisa permaneceu positivo no trimestre.

Controle de perdas segue estável

Outro ponto observado pelo BTG foi o comportamento das perdas de energia da Energisa no 1TRI26. O índice consolidado permaneceu praticamente estável em relação ao trimestre anterior, ficando em 12,30%, contra 12,32% registrados anteriormente.

Entre as concessões que apresentaram melhora no controle de perdas, os destaques foram EMS, com redução de 20 pontos-base, ESS, com queda de 15 pontos-base, e ERO, com redução de 10 pontos-base. Para os analistas, o resultado indica manutenção da disciplina operacional da companhia mesmo diante de um cenário desafiador para distribuidoras de energia.

Por outro lado, algumas concessões registraram aumento nas perdas, como EAC, EPB e ETO. Além disso, o BTG ressaltou que EMT e ERO continuam acima dos limites regulatórios estabelecidos, superando os tetos em 128 e 75 pontos-base, respectivamente.

Perspectivas seguem positivas para a companhia

Apesar dos desafios regulatórios e do aumento do endividamento projetado para os próximos anos, o BTG manteve recomendação de compra para as ações da Energisa. O banco estabeleceu preço-alvo de R$ 60 para os papéis da companhia, o que representa potencial de valorização frente aos níveis atuais.

O relatório também destaca que a Energisa segue apoiada por uma operação diversificada e pela presença relevante no setor de distribuição de energia no Brasil. Atualmente, a empresa atua em uma ampla área de concessão e atende milhões de consumidores em diferentes estados brasileiros.

Na avaliação do mercado, os números apresentados pela Energisa no 1TRI26 reforçam a capacidade da companhia de sustentar crescimento operacional mesmo em um ambiente de pressão regulatória e desafios macroeconômicos.