O Bradesco BBI avalia que a incorporação da Rota das Gerais ao portfólio da Ecorodovias (ECOR3) é positiva, sustentada por uma taxa interna de retorno (TIR) real alavancada de 19% e sinergias operacionais relevantes.
“Os riscos existem — principalmente a complexidade adicional de capex em um ambiente de preços elevados de insumos e incertezas, como as associadas ao petróleo — mas há fatores mitigadores importantes, como o reequilíbrio contratual em eventos de força maior e o fato de que a companhia já ajustou suas premissas de insumo no lance apresentado”, destaca o relatório do Bradesco BBI.
O banco mantém recomendação de compra e preço-alvo de R$ 16 para o fim de 2026, avaliando a ação negociada a uma TIR real alavancada de 14,6%, cerca de 7 pontos percentuais acima da NTN-B.
Desconto de 19% na tarifa
A Ecorodovias superou o Consórcio Atlas Rodovias e a Monte Rodovias com uma proposta que incluiu um desconto de 19% na tarifa de pedágio e o pagamento de R$ 73 milhões de outorga.
A concessão, com duração de 30 anos, engloba trechos das rodovias BR-116/251/MG, conectando o Norte de Minas Gerais a Montes Claros e Governador Valadares. Trata-se de um ativo brownfield com capex total estimado em R$ 7,3 bilhões (abril/23 — atualizado para R$ 8,3 bilhões), sendo 76% concentrado nos primeiros dez anos e com remuneração prevista em TIR real de 13,76%.
Características
O projeto possui características estruturais positivas, como mecanismos de compartilhamento de risco de demanda, cobertura de 90% para evasão no free flow, reclassificação tarifária após entregas de obras relevantes e compartilhamento de risco de capex para licenças ambientais e desapropriações.
Em teleconferência, a companhia destacou projeções de tráfego 8,1% acima do modelo governamental (no comparativo anual), capex 23% superior por preços atualizados de insumos, opex 21% menor devido a sinergias com ativos vizinhos e estrutura de capital com alavancagem de 90/10 (dívida/capital).
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