A ação da CVC (CVCB3) recuava 2,85% por volta das 14h45 desta quinta-feira (25) após a empresa anunciar, no dia anterior, a saída do diretor-presidente.
A companhia, que vem tendo solavancos desde que a pandemia do novo coronavírus chegou ao país, depois do carnaval de 2020, também teve seu preço-alvo reduzido pelo Bank of America (BofA), agora em R$ 1,60.
O BTG Pactual (BPAC11), por sua vez, tem recomendação neutra, com preço-alvo em R$ 13, e disse, em relatório divulgado dia 10 de maio de 2023, que a companhia está sujeita às condições macroeconômicas locais, principalmente PIB, variação cambial e inflação. “Os riscos específicos da empresa incluem os problemas de infraestrutura e o risco de execução relacionado ao plano de abertura das lojas”, ressaltou.
Vale lembrar que a ação reporta queda de 45,73% no período de seis meses, e queda de 74,49% no período de um ano.
A companhia tem R$ 1.042 bilhão e dívidas e 1,1 mil lojas espalhadas pelo Brasil. Este é o quadro geral que o novo CEO deverá ter em mente na hora em que iniciar as estratégias para colocar a casa em ordem.
Para além disso, os principais credores da companhia são o banco de investimentos Citigroup, a XP Investimentos, e a gestora JGP. Os pagamentos estão, supostamente, em dia, porque houve renegociação que encerrou em abril.
Por conta disto, o mercado aguarda o balanço do segundo trimestre de 2023 para, por meio dele, observar a saúde financeira e operacional da companhia. Neste cenário, um dos indicadores mais aguardados é o Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização).

Embarcação sem piloto
Conforme noticiado pelo EuQueroInvestir dia 24 de maio, a CVC (CVCB3) informou sobre a renúncia do CEO Leonel Dias de Andrade Neto, que também ocupava a função de diretor de relações institucionais.
A companhia é uma holding do segmento de turismo fundada e sediada na cidade de Santo André (SP).
Fundada 1972, foi reestruturada em 2009 quando se tornou uma companhia de capital aberto, porém, vinha reportando instabilidade desde 2020, principalmente por conta da pandemia de Covid-19, que atingiu em cheio o setor de hotelaria, turismo, eventos e alimentos e bebidas.
Em relação à renúncia, o conselho da companhia aceitou e já iniciou o processo de sucessão do diretor-presidente, do diretor financeiro e do diretor de relações com investidores e está encarregado, com a assessoria do Comitê de Pessoas e Sustentabilidade, de escolher e eleger novos diretores no menor prazo possível.
“Até lá, de forma a assegurar a continuidade das operações da companhia, o Conselho de Administração criou um Comitê de Transição, que será liderado pelo conselheiro Sandoval Martins, cujas atividades se iniciam a partir de amanhã”, destacou.
A CVC, que não anunciou um substituto, afirmou que o processo de sucessão foi iniciado. Andrade estava na companhia desde abril de 2020, quando assumiu o comando do grupo. Cabe destacar que a posição de Kopel estava sendo acumulada por Andrade.
A CVC afirmou que, “de forma a assegurar a continuidade das operações da companhia”, o Conselho de Administração da empresa criou um comitê de transição, a ser liderado pelo conselheiro Sandoval Martins, a partir desta quinta-feira.
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Transição
Ainda de acordo com o documento, Eliane Silveira Lapa cumulará o cargo de diretora de governança corporativa e compliance com o de diretora de relações com investidores.
Vale lembrar que em abril o CFO Marcelo Kpppel renunciou e, na semana passada, a conselheira Lilian Guimarães também renunciou. Rodrigo Marvão passou a ocupar a cadeira.
A CVC ainda não tem um nome para a cadeira de CEO ou de CFO.
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