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Crise da Americanas (AMER3): bancos tentam evitar prioridade ao Bradesco

Crise da Americanas (AMER3): bancos tentam evitar prioridade ao Bradesco

Itaú Unibanco, Santander e ABC Brasil querem pressa na aprovação da recuperação judicial e veem tentativa de negociações paralelas.

A crise da Americanas (AMER3) ganhou um novo capítulo judicial: os bancos Itaú Unibanco (ITUB4), Santander (SANB11) e ABC Brasil (ABCB4) solicitaram em conjunto à 4ª Vara Empresarial do Rio que seja rejeitada uma tentativa do Bradesco (BBDC4) de impugnar créditos na recuperação judicial da empresa e tentar negociá-los à parte das discussões com os outros credores.

O plano definitivo de recuperação judicial da empresa ainda não está pronto, e os bancos citados acreditam que a resistência do Bradesco à aprovação do plano possa resultar em movimentações paralelas que prejudiquem a paridade entre os credores

O Bradesco vem mostrando uma postura bastante agressiva diante da crise na varejista, que em janeiro revelou fraudes contábeis no valor estimado de R$ 20 bilhões e entrou em processo de recuperação judicial.

Nesta semana, o banco teve aceito pela 2ª Câmara de Direito Empresarial do Tribunal de Justiça de São Paulo um agravo de instrumento no qual pedia a venda de bens dos três acionistas de referência da companhia, Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira.

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Os empresários haviam conseguido um recurso que impedia a venda de seus bens por conta da fraude financeira vivida pela rede varejista.

O Bradesco é credor de aproximadamente R$ 4,7 bilhões contra a rede, e também pediu, em outra ação judicial, que os três executivos fossem proibidos de “alienar ativos com o propósito de frustrar futura ação de seus credores”, além de apontar a crise da Americanas (AMER3) como a “maior fraude corporativa da história do Brasil”.