O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) negou recursos de credores da Ambipar (AMBP3) para que o processo de recuperação judicial da companhia fosse contestado. Apesar disso, o judiciário fluminense ainda deve analisar novamente a questão e é possível que outros credores entram com recursos como agrados de instrumento.
De acordo com informações do Broadcast, o processo está em segredo de justiça e entre os bancos que recorreram da tentativa de questionar a recuperação estavam Bradesco (BBDC4) e Banco ABC Brasil (ABCB4). O grupo de credores inclui ainda debenturistas da empresa.
A Ambipar entrou com pedido de recuperação judicial junto à 3ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Rio de Janeiro, em conjunto com empresas afiliadas, entre elas a Environmental ESG Participações, no fim do ano passado.
Paralelamente, a Ambipar Emergency Response, subsidiária com sede nas Ilhas Cayman, havia protocolado pedido de proteção sob o Chapter 11, a versão americana da recuperação judicial nos Estados Unidos, na Justiça de Houston, Texas.
Caráter de urgência
De acordo com fato relevante divulgado pela companhia na época, a medida foi aprovada em caráter de urgência pelo Conselho de Administração após uma série de acontecimentos que comprometeram a confiança do mercado na empresa.
Entre os fatores citados pela Ambipar estão indícios de irregularidades na contratação de operações de swap pela Diretoria Financeira e a renúncia repentina do então diretor financeiro. Segundo a companhia, esses eventos levaram determinados credores a solicitar a antecipação do vencimento de dívidas, aumentando o risco de vencimento cruzado de outras obrigações do grupo.
A empresa afirmou que o pedido de recuperação judicial tem como objetivo preservar suas atividades operacionais, assegurar a continuidade dos negócios e manter empregos, contratos e a prestação de serviços. A Ambipar também destacou que a medida busca garantir tratamento equitativo aos credores durante o processo.






