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Copasa: o quão perto estamos da privatização?

Copasa: o quão perto estamos da privatização?

Minas Gerais divulgou manual para fase preliminar do processo de privatização da Copasa, com período de qualificação de investidores entre 24 de abril e 8 de maio de 2026

A privatização da Copasa (CSMG3) deu mais um passo relevante na última quarta-feira (23). O Estado de Minas Gerais encaminhou à companhia o Manual para Participação na Fase Preliminar do Processo de Seleção do Investidor de Referência — documento que detalha a estrutura da oferta e as regras de governança após a privatização.

Para os analistas Carolina Carneiro, Daniel Travitzky e Ricardo Bello, do banco Safra, a avaliação é positiva.

Acreditamos que o follow-on deve ser lançado antes do fim do segundo trimestre de 2026, provavelmente usando os resultados do primeiro trimestre como referência”, afirmam os analistas.

As ações da Copasa acumulam alta de 30% em 2026. O Safra tem a recomendação neutra, mas alerta que a privatização poderia elevar o preço-alvo de R$ 65 para R$ 80, o que corresponderia a um potencial de valorização de 55%.

Estrutura da privatização

O processo começa com uma fase de qualificação preliminar, aberta entre 24 de abril e 8 de maio de 2026.

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Investidores profissionais e consórcios poderão se candidatar à aquisição de 30% do capital da companhia. Outros acionistas terão a oportunidade de adquirir 15%, enquanto o governo de Minas Gerais manterá participação de 5%.

O Estado de Minas Gerais terá o direito de indicar um membro para o conselho de administração e outro para o conselho fiscal“, detalham Carneiro, Travitzky e Bello.

Temas relevantes — como mudanças em programas de investimento, destituição de diretores, aumentos ou reduções de capital, fusões e aquisições e alterações na política de dividendos — só poderão ser votados com a concordância do governo mineiro.

O investidor de referência deverá apresentar cartas de garantia bancária de ao menos R$ 7 bilhões para participar do leilão, com lock-up mínimo de quatro anos. A alienação da participação só poderá ocorrer após 2033, salvo se as metas de universalização forem atingidas antes.

Copasa
(Imagem: Divulgação/ Copasa)

Grandes players no radar

O Safra aponta candidatos naturais para a disputa.

A privatização deve atrair grandes players como Equatorial (EQTL3), Sabesp (SBSP3) e Aegea“, destacam os analistas — com a imprensa também mencionando o Grupo Águas do Brasil entre os interessados.

Contudo, informações relevantes ainda estão pendentes.

“Ainda são necessárias informações adicionais importantes, como o preço mínimo, os mecanismos finais de seleção e os termos definitivos do mecanismo de precificação da oferta”, ressaltam Carneiro, Travitzky e Bello.

Valuation dependente do evento

O impacto potencial na valuation é expressivo.

“Se privatizada, nosso preço-alvo poderia aumentar para R$ 80, assumindo eficiências adicionais, maior remuneração de capex e uma taxa de desconto menor”, projetam os analistas.

“A privatização parece cada vez mais provável e a valuation da Copasa torna-se crescentemente dependente da materialização desse evento”, concluem — sinalizando que o papel se tornou essencialmente uma aposta no desfecho do processo.