A privatização da Copasa (CSMG3) deverá ter mudanças. A companhia informou ao mercado que determinadas condições da oferta pública secundária de ações ordinárias da companhia, de titularidade do Estado de Minas Gerais, passarão por alterações em razão de fatores supervenientes identificados durante o processo da operação.
O comunicado foi divulgado em continuidade a uma série de fatos relevantes e comunicados ao mercado publicados pela companhia desde novembro de 2024, relacionados à estruturação da oferta de ações.
Segundo a empresa, a operação foi inicialmente protocolada junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em 20 de maio. A oferta envolve ações ordinárias da Copasa pertencentes ao Estado de Minas Gerais, representado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico.
Alterações serão analisadas
De acordo com a companhia, as alterações deverão ser analisadas pelo Comitê de Coordenação e Governança de Estatais. Após eventual aprovação, os ajustes serão incorporados ao prospecto preliminar e aos demais documentos da oferta, que serão reapresentados ao mercado com um novo cronograma da operação.
A Copasa não detalhou quais pontos da oferta poderão ser modificados nem os fatores que motivaram as mudanças. A companhia informou apenas que as alterações seguirão a regulamentação aplicável ao processo.
A oferta pública faz parte do movimento do Governo de Minas Gerais relacionado à reorganização de sua participação acionária na estatal de saneamento. O mercado acompanha a operação devido ao potencial impacto sobre a estrutura de controle e a liquidez das ações da companhia.
Até a atualização dos documentos da oferta e a definição do novo calendário, investidores aguardam maiores esclarecimentos sobre os próximos passos da operação.
Detalhes sobre privatização
A Itaúsa (ITSA3; ITSA4) informou ao mercado esta semana que participará da disputa para assumir a posição de investidor de referência no processo de privatização da Copasa.
De acordo com o comunicado, a holding atuará por meio da Livorno Participações, veículo que apresentou nesta data uma proposta para aquisição de 30% do capital da companhia mineira de saneamento.
Segundo a Itaúsa, o capital social da Livorno será dividido de forma equivalente entre os atuais acionistas da Aegea Saneamento e Participações, com participação aproximada de 33% para cada grupo, além da celebração de um acordo de acionistas com direitos iguais.
A própria Aegea terá participação de até 1% no capital social da Livorno, conforme detalhado no documento divulgado ao mercado.






