A CSN (CSNA3) reforçou que uma de suas prioridades será seu plano de desinvestimentos, em teleconferência sobre o balanço do quarto trimestre do ano passado. Isso inclui a venda da de controle da CSN Cimentos, pela qual já a empresa siderúrgica já recebeu vários potenciais compradores. Esse processo competitivo segue avançando e há previsão de assinatura no terceiro trimestre do ano. Por fim, também está no radar o desinvestimento de ativos na CSN Infraestrutura, cuja complexidade é maior, dado que envolve a criação de uma nova estrutura e a transferência de ativos sujeitos a aprovações regulatórias.
Segundo relatório do BB Investimentos, nesse último caso, a empresa já teria testado o apetite de potenciais investidores ao longo do ano passado, antes de decidir o formato da transação neste segmento, e portanto, também buscará a assinatura até o terceiro trimestre.
“A CSN espera uma monetização de até R$ 18 bilhões com essas iniciativas, o que contribuiria para uma redução expressiva de seu endividamento. Além disso, afirmou ter alternativas para gestão de sua liquidez, com possibilidade de anunciar em breve uma operação financeira positiva”, relatou o BB.
Endividamento preocupa
A dívida bruta da empresa encerrou o quarto trimestre do ano passado em R$ 57,2 bilhões (alta de R$ 867 milhões na comparação trimestral), e o fluxo de caixa livre foi novamente negativo em R$ 282 milhões, embora tenha apresentado melhora ante os R$ 815 milhões negativos no trimestre anterior.
Os principais consumos de caixa foram em investimentos (R$ 2 bilhões) e resultado financeiro (R$ 1,4 bilhão), e foram compensados pela liberação de capital de giro, que a empresa acredita que continuará favorável nos próximos trimestres. Assim, a posição de caixa recuou a R$ 16 bilhões (ante R$ 18,8 bilhões no 3T25). Enquanto isso, a dívida líquida avançou para R$ 41,2 bilhões – alta de R$ 3,7 bilhões – o patamar mais elevado já reportado pela companhia).
Com isso, a alavancagem financeira passou de 3,14x dívida líquida/EBITDA no 3T25 para 3,47x no 4T25, e ficou acima do guidance reportado anteriormente de 3,0x que a companhia estimava para o final do ano passado.






