Home
Notícias
Ações
Cogna será destaque em setor no 1º trimestre de 2026

Cogna será destaque em setor no 1º trimestre de 2026

Safra projeta crescimento modesto para a maioria das empresas no primeiro trimestre de 2026, com Cogna se destacando positivamente pelo efeito do PNLD e Ânima mantendo disciplina de preços

O primeiro trimestre de 2026 deve ser um período de transição para as empresas de educação listadas na bolsa brasileira. O novo marco regulatório do ensino superior está começando a remodelar o mix de captação de alunos de forma mais visível, pressionando moderadamente os resultados consolidados. A avaliação é do banco Safra, em relatório assinado pelos analistas Thiago Marmo, Ricardo Boiati e Rafael Une.

“Esperamos que o primeiro trimestre de 2026 seja um trimestre de transição para as empresas brasileiras de educação, com o novo marco regulatório começando a remodelar o mix de captação de forma mais visível”, afirmam os analistas.

O período marca o primeiro ciclo de captação totalmente sob as novas regras do ensino superior, e os primeiros sinais da mudança estrutural já devem aparecer nesta temporada de resultados.

Cogna se destaca com salto de 28% na receita

A Cogna (COGN3) é apontada como o destaque positivo do trimestre. Os analistas projetam receita líquida consolidada de R$ 2,09 bilhões, alta de 28% na comparação anual, e EBITDA ajustado de R$ 652 milhões, crescimento de 19%.

Publicidade
Publicidade

“Esperamos que o primeiro trimestre de 2026 seja um dos trimestres mais fortes em nossa cobertura de educação, especialmente para a Cogna”, destacam Marmo, Boiati e Une.

O principal fator é o efeito do PNLD — receitas originalmente esperadas para o quarto trimestre de 2025 foram parcialmente empurradas para o primeiro trimestre de 2026, elevando mecanicamente o crescimento.

A Kroton segue como âncora operacional, com o segmento médico e os programas presenciais em destaque, com alta de 13% no ciclo presencial. Do lado negativo, a margem EBITDA deve comprimir 245 pontos-base por custos antecipados de adequação ao novo marco regulatório.

Ânima e Yduqs mantêm disciplina, Vitru expande margem

Para a Ânima (ANIM3), o Safra projeta receita de R$ 1,096 bilhão (+5%), EBITDA de R$ 370 milhões (+3%) e lucro líquido de R$ 116 milhões (+4%).

“Lemos esse resultado como mais um passo na narrativa de reprecificação e saneamento do balanço da Ânima, que continuamos a ver como uma das histórias de ações mais limpas em nossa cobertura”, afirmam os analistas.

A alavancagem deve recuar para 2,3 vezes, com a Inspirali contribuindo para o crescimento de receita.

A Yduqs (YDUQ3) deve apresentar receita de R$ 1,527 bilhão (+3%) e EBITDA de R$ 523 milhões (+2%), mas com lucro líquido 11% menor por despesas financeiras.

“A composição importa mais do que o headline, já que a fraqueza está concentrada no formato digital, onde vemos queda de cerca de 15% na linha de receita, enquanto o segmento híbrido cresce fortemente”, explicam os analistas.

Já a Vitru (VTRU3) deve entregar crescimento de receita em dígito simples médio e expansão modesta de margem EBITDA, de 37,1% para 37,4%.

“A geração de caixa e o desendividamento devem continuar”, projetam Marmo, Boiati e Une, que apontam a forte redução no imposto de renda em caixa como fator relevante para o fluxo de caixa livre da companhia em 2026.

Leia também: