Em um extenso relatório sobre os últimos 15 anos do setor educacional brasileiro, o time de analistas do BTG Pactual decidiu elevar a ação da Cogna (COGN3), que disparou 220% nos últimos doze meses, para compra. O preço-alvo foi elevado de R$ 4 para R$ 5, o que representa um potencial de valorização adicional de 40%.
“A empresa continua a apresentar um sólido impulso operacional e perspectivas atraentes de fluxo de caixa livre. Como resultado, elevamos a recomendação, apoiados por um maior potencial de geração de lucros e rendimentos de fluxo de caixa livre convincentes de 14% em 2026 e aproximadamente 15% em 2027”, explicam os analistas.
Além da Cogna, o BTG recomenda que os investidores construam uma carteira de ações de longo prazo no setor educacional, com exposição a Vitru (VTRU3), Ânima (ANIM3), Cogna e YDUQS (YDUQ3).
“Excluindo a Laureate, essa carteira negocia a um índice P/L médio de aproximadamente 6x e 4,5x para 2026 e 2027, respectivamente. Dado o perfil de fluxo de caixa excepcionalmente forte desse setor, consideramos essa uma oportunidade atraente, especialmente para investidores focados em resultados”, destacam Samuel Alves e Maria Resende.
“Era da vaca leiteira”
O setor privado de educação no Brasil vive um novo momento. Após 15 anos marcados por mudanças estruturais profundas, analistas do BTG Pactual afirmam que o mercado entrou na chamada “Cash Cow Era”, fase em que as empresas priorizam eficiência, disciplina de capital e preservação de caixa.
Segundo o banco, a evolução do setor pode ser dividida em quatro ciclos. O primeiro, entre 2010 e 2014, foi o dos “anos dourados”, impulsionado pela expansão do FIES, que estimulou fortemente a demanda e elevou margens. Em seguida, de 2015 a 2019, veio a era do encolhimento do FIES, marcada por pressão operacional e pelo início da canibalização provocada pela expansão do ensino a distância (EAD).
Entre 2020 e 2023, durante a pandemia, consolidou-se a supremacia do EAD, ao mesmo tempo em que aumentou a relevância dos cursos de Medicina, segmento de maior ticket e margens mais robustas. Esse período reforçou a necessidade de digitalização e de modelos acadêmicos mais resilientes. Agora, no ciclo de 2024 a 2026, o setor entra na fase de maturidade. Para os analistas do BTG Pactual, as empresas estão em “modo colheita”.
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