O Grupo Casino, conglomerado francês dono do Pão de Açúcar (PCAR3), recebeu ofertas de capital e detalhou os possíveis aportes ao mercado, nesta data.
Como a companhia está endividada – e por isso cogita vender ativos, incluindo aí empreendedimentos que detém no Brasil, tem recebido propostas de investimentos.
Ainda assim, o grupo de executivos que controla o conglomerado se mostra um pouco arredio, pois, a depender do volume de dinheiro, e origem, poderá pulverizar a ação dos controladores, fazendo com que outro grupo de acionistas passe a controlar a empresa.
Grupo Casino: detalhamento
Em comunicado público, o conglomerado destacou que uma das propostas é liderada pela empresa de investimentos EP Global Commerce, do bilionário tcheco Daniel Kretinsky, em parceria com a Fimalac, do também bilionário Marc Eugène Charles Ladreit.
Neste caso, a ideia é investir 1,35 bilhão de euros, dos quais 860 milhões de euros viriam da dupla de magnatas.
Já os acionistas existentes entrariam com 200 milhões de euros e os 290 milhões de euros restantes corresponderiam a detentores de dívida não segurada.
Lado oposto
Do outro lado do balcão, o banqueiro Matthieu Pigasse e os empresários Xavier Niel e Moez-Alexandre Zouari se juntaram na 3F Holding. O trio propõe aporte de 900 milhões de euros, mas nesse caso uma parcela de 300 milhões de euros da dívida segurada do Casino seria convertida em capital – no plano rival, 1,5 bilhão de euros passaria por esse processo.
Credores
A maior pressão que o conglomerado enfrenta, neste momento, é com relação aos credores. Para amenizar a situação, recorreu, inclusive, à justiça francesa, de forma a reforçar as tratativas.
Vale lembrar que na América do Sul o Casino detém, além do Pão de Açúcar no Brasil, a rede Éxito de supermercados, na Colômbia.
Bolsa
Por volta das 14h48 a ação PCAR3 subia 0,38%, cotada em R$ 20,43.

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