O banco BTG Pactual (BPAC11) reafirmou recomendação de compra para Petrobras (PETR4) após a prévia operacional da petroleira divulgado na noite desta segunda-feira (3). Além disso, a empresa continua sendo a principal escolha do banco de investimentos.
A instituição reafirmou sua postura otimista em relação à tese de PETR4 para 2025. Na frente operacional, a produção foi considerada um tanto fraca em 2024, mas há razões sólidas para esperar uma retomada do crescimento em breve.
“Sim, é o começo do ano, mas já estamos vendo assimetrias positivas em nossas estimativas, mediante melhores preços do petróleo e câmbio. Além disso, o recente aumento nos preços do diesel sugere que os preços domésticos do combustível não se afastarão muito da IPP (paridade de importação), suportando nossa estimativa conservadora de DY de 12% para este ano (ou 14% com dividendos especiais)”, diz trecho do relatório
Petrobras (PETR4): refino na capacidade máxima
O banco de investimentos obervou que os números não devem ser surpreendentes, pois a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicou anteriormente dados de produção e refino para o Brasil algumas semanas atrás.
A produção total de petróleo e gás para a Petrobras atingiu 2,6 mb/d no 4TRI24, queda de 2% t/t, com a produção de petróleo no Brasil registrando 2,1 mb/d (-2% t/t). Apesar de uma queda significativa no quarto trimestre, na maioria devido a paradas de manutenção em Búzios, a Petrobras conseguiu fechar 2024 com produção de petróleo em 2,15 mb/d, o que está dentro da faixa de aproximadamente 4% de sua meta de 2,2 mb/d.
“Olhando para 2025, prevemos menos interrupções de manutenção e comissionamento de novas plataformas, aumentando a produção para 2,52 mb/d (+4,5% a/a e um pouco abaixo da estimativa oficial da empresa de 2,3 mb/d para o ano)”, completa o relatório.
Dados do refino
Pelo lado do refino, as vendas gerais totalizaram 2,8 mb/d no quarto trimestre, excedendo a previsão do BTG em 3%, apesar da taxa de utilização em linha com esperado de 93%. As exportações foram o principal impulsionador do número de vendas.
“Por fim, notamos que as importações de diesel despencaram para 34 kb/d no quarto trimestre, o menor desde a pandemia e ressaltando o foco da empresa em aumento de participação de mercado local”, completa o relatório.
A Petrobras divulgará dia 26 de fevereiro (após o fechamento), e com os dados operacionais publicados recentemente agora considerados, o BTG está estimando o EBITDA em US$ 10,8 bilhões e o lucro em US$ 2,0 bilhões.
“Acreditamos, no entanto, que o foco do investidor permanecerá nos dividendos, e antecipamos um pagamento substancial de US$ 3,3 bilhões (3,8% DY), já que o capex deve totalizar ‘apenas’ US$ 3,3 bilhões no quarto trimestre, culminando em US$ 14,2 bilhões para 2024 (a estimativa original de US$ 18,5 bilhões foi posteriormente revisada para US$ 13,5-14,5 bilhões”, completa o relatório.
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