Descubra as 10 Maiores Pagadoras de Dividendos da Bolsa
Compartilhar no LinkedinCompartilhar no FacebookCompartilhar no TelegramCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsApp
Compartilhar
Home
Notícias
Ações
BTG (BPAC11) tem recomendação neutra para Natura (NTCO3)

BTG (BPAC11) tem recomendação neutra para Natura (NTCO3)

O BTG (BPAC11) tem recomendação neutra para a Natura (NTCO3), conforme relatório divulgado ao mercado nesta terça-feira. A análise do banco de investimentos vem na esteira da divulgação do balanço corporativo que a empresa apresentou ao mercado na madrugada de hoje. No relatório, o BTG destaca que a receita líquida da Natura&Co caiu 11% a/a […]

O BTG (BPAC11) tem recomendação neutra para a Natura (NTCO3), conforme relatório divulgado ao mercado nesta terça-feira.

A análise do banco de investimentos vem na esteira da divulgação do balanço corporativo que a empresa apresentou ao mercado na madrugada de hoje.

No relatório, o BTG destaca que a receita líquida da Natura&Co caiu 11% a/a (+3% em moeda constante).

Também disse que a Natura LatAm aumentou 3% em reais, 17% a/a em moeda constante, já que as vendas no Brasil aumentaram 18% a/a, impulsionadas pelo crescimento de 15% a/a na produtividade dos representantes de vendas, embora desacelerando em relação ao 3T22, e um aumento anual de 1,9% no número de representantes de vendas.

E acrescentou que as vendas LatAm hispânica diminuíram 19% a/a, mas subiram 16,9% em moeda constante, apesar do desempenho mais fraco no Peru e no Chile, e as vendas da Avon LatAm caíram 11% a/a, mas subiram 2,2% em moeda local, melhorando em relação aos trimestres anteriores em moeda constante, com as vendas da Avon no Brasil subindo 7,5% a/a, ajudadas por comparações mais fracas.

Publicidade
Publicidade

“A Aesop também se saiu bem em moeda constante (+18% a/a), mas caiu 2% a/a em reais. A TBS registrou uma queda de 21% a/a nas vendas em reais (-8,4% em moeda constante, afetada pelo menor sell-out), embora tenha melhorado em relação ao terceiro trimestre, enquanto a Avon International registrou uma queda de 24% a/a em vendas em reais (-9,9% em moeda constante; -6% a/a ex-Rússia e Ucrânia)”, destacou.

Tabela mostra a análise do BTG sobre os resultados da Natura.

Natura (NTCO3): análise do desempenho corporativo

Ainda de acordo com a análise do BTG, a margem bruta da América Latina caiu 70bps a/a e a margem EBITDA ajustada caiu 320bps a/a, ainda impactada pela inflação de custos, maiores despesas e investimentos no trimestre.

Por sua vez, a margem EBITDA TBS caiu 80bps a/a (margem bruta – 350bps), enquanto a margem EBITDA da Avon International caiu 490bps a/a (margem bruta +230bps).

A Aesop compensou parcialmente essas pressões, com uma melhora de 1,9 p.p. na margem EBITDA. A NTCO também registrou um declínio de 23% a/a nas despesas de holding, em linha com seu plano de otimizar sua estrutura corporativa.

“Assim, o EBITDA ajustado consolidado (ex-custos de integração/transformação de R$ 117 milhões. Outras receitas não recorrentes de R$ 24 milhões, e impairment de ágio de R$ 382 milhões, principalmente relacionado à Avon International e, em menor escala, TBS) foi de R$ 1,1 bilhão, com margem EBITDA ajustada de 10,5% (-280bps a/a)”, ressaltou.

Prejuízo da companhia

O relatório do BTG também traz que o prejuízo líquido atingiu R$ 890 milhões, ou R$ 49 milhões ajustando para efeitos não recorrentes, impactado pelo crescimento de 74% nas despesas financeiras, impulsionado principalmente por maior dívida bruta (+12% a/a), maiores taxas de juros e variação cambial nas atividades operacionais.

A NATU gerou um caixa de R$ 943 milhões e encerrou o trimestre com alavancagem financeira de 7,8x dívida líquida/EBITDA (vs. 2,2x no 4T21) ex-IFRS16, ou 5,6x excluindo os efeitos não caixa.

“Após resultados mais fracos do quarto trimestre de 2022, vemos dois principais desafios, sendo a alta alavancagem em meio a um cenário de juros altos, e os problemas na reformulação de suas operações Avon (na América Latina e no exterior) e TBS. Saudamos os esforços para simplificar sua estrutura em meio ao cenário adverso, mas em termos de fundamentos, o curto prazo deve continuar desafiador, com margens pressionadas e uma receita mais fraca, que ainda justificam nossa recomendação Neutra, apesar da potencial venda da Aesop”, concluiu.

Ibovespa

Por volta das 14h30 desta terça a ação NTCO3 caía 17,89%, cotada a R$ 12,16.