O BTG (BPAC11) mantém compra para Braskem (BRKM5), mesmo após a companhia petroquímica ter apresentado um resultado trimestral pouco abaixo do esperado. O preço-alvo é de R$ 36 e o relatório do banco indicou que a empresa apresentou mais uma sequência trimestral com consumo de caixa.
Ainda de acordo com o relatório, com a queda de vendas no trimestre já divulgada, o foco dos resultados da Braskem mudou para os spreads petroquímicos e como esperado, a rentabilidade do setor continua altamente desafiadora.
“O ebitda ajustado de US$ 140 milhões ficou 5% abaixo de nossas estimativas, uma queda substancial de 31% t/t, já que os spreads estáveis não compensaram os volumes mais baixos”, informou o relatório do banco de investimentos.
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BTG (BPAC11): prejuízo superou estimativas
O banco relatou que o prejuízo do trimestre, de US$ 156 milhões ou R$ 711 milhões, também ficou maior do que as estimativas da instituição, devido a uma provisão adicional de US$ 1 bilhão para o evento geológico de Alagoas – anunciado há cerca de 2 semanas.
A Braskem (BRKM5) teve prejuízo no segundo trimestre do ano, reduzindo as perdas com relação ao mesmo período do ano passado, quando havia obtido prejuízo de R$ 1,4 bilhão. No acumulado do ano, o prejuízo apurado é de R$ 581 milhões contra lucro de R$ 2,4 bilhões do mesmo período de 2022.
A receita líquida de vendas da companhia atingiu R$ 17,7 bilhões contra R$ 25,4 bilhões, uma queda de 9% nesse comparativo, e no acumulado dos seis primeiros meses de 2023, esse resultado chega a R$ 37,2 bilhões ante R$ 52,1 bilhões dos seis primeiros meses de 2022, tendo então uma retração de 29%.
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Por sua vez, o ebitda da companhia ficou em R$ 703 milhões no segundo trimestre de 2023, contra R$ 3,9 bilhões do mesmo período do ano anterior, tendo então um recuo de 34%.
“Por fim, destacamos o aumento substancial da alavancagem para 8,5x de 4,1x ND/EBITDA, agora que o denominador incorpora um ano inteiro de spreads no pior momento do ciclo, mas também devido a uma queima de caixa de US$ 132 milhões. Apesar da elevada alavancagem, ainda não prevemos preocupações com liquidez devido ao perfil de dívida alongado da empresa”, completa o relatório justificando porque o BTG (BPAC11) mantém compra para Braskem (BRKM5).







