A Braskem (BRKM5) informou que busca junto a seus credores uma financeiros, uma solução consensual, estruturante e ordenada para sua estrutura de capital, garantindo a continuidade de suas operações no curso normal dos negócios.
A manifestação da empresa ocorre após a Fitch revisar sua nota de crédito em escala global para RD, em função da não realização do pagamento de certas obrigações financeiras após o encerramento do período de cura previsto contratualmente.
A petroquímica informou também que o Juízo da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca da Capital do Estado de São Paulo, deferiu os pedidos formulados para, dentre outras providências, determinar a suspensão de todas execuções e constrições por credores que tenham sido convidados a participar da mediação instaurada pela companhia e algumas controladas, pelo prazo de 60 dias, incluindo as dívidas citadas pela Fitch em seu relatório de rating.
Entenda o rebaixamento da nota
A Fitch Ratings rebaixou os ratings de inadimplência do emissor (IDR) da Braskem de “C” para “RD”, classificação que indica inadimplência restrita, após a petroquímica deixar de pagar juros de obrigações financeiras.
Na escala nacional, o rating de longo prazo da companhia também foi reduzido, de “C(bra)” para “RD(bra)”. A Fitch manteve em “C” as notas seniores sem garantia emitidas pela Braskem America Finance e pela Braskem Netherlands Finance, assim como as notas subordinadas da subsidiária holandesa.
Segundo a agência de classificação de risco, a Braskem confirmou que não realizou os pagamentos de juros previstos e que o período de carência para regularização terminou sem que a situação fosse resolvida.
“A Fitch rebaixou os ratings da Braskem para ‘RD’ após a confirmação, por parte da empresa, de que houve inadimplência nos pagamentos de juros programados e de que o período de carência aplicável expirou sem a regularização do caso”, informou a agência em relatório.
Em junho, a Braskem tinha US$ 1 bilhão em caixa, desconsiderando a Braskem Idesa, diante de uma dívida total de US$ 10,3 bilhões. Desse montante, US$ 1,8 bilhão correspondia a vencimentos no curto prazo.
Para a Fitch, sem a entrada de recursos adicionais, a companhia deverá recorrer a alternativas como a venda de ativos, um aporte de capital dos acionistas ou a renegociação de suas dívidas.
“A ausência de recursos adicionais exigirá que a empresa adote medidas como uma combinação de venda de ativos, aporte de capital dos acionistas ou renegociação de sua dívida”, avaliou a agência.






