A Braskem (BRKM5) teve sua nota de crédito rebaixada pela agência Moody’s de “Ba1” para “Ba2”, após análise de risco sobre o incidente geológico provocado pela exploração de sal-gema pela empresa em Maceió (AL) e as possíveis ações de reparação que a empresa poderá ter de tomar.
Os analistas estimam que a empresa pode precisar de R$ 1 bilhão em provisões adicionais após os incidentes das últimas semanas. No domingo (10), o fundo de um lago no bairro do Mutange cedeu e a água invadiu parte do trecho ocupado pela mina 18. Na semana passada, a empresa havia sido multada em R$ 72 milhões por órgãos ambientais locais.
A agência de classificação de riscos lembra que as métricas de crédito e a geração de caixa da companhia já estão sob pressão por conta do atual momento do setor petroquímico, com redução nas vendas e no faturamento registrado pela empresa ao longo do terceiro trimestre de 2023. A Braskem (BRKM5)reportou prejuízo líquido de R$ 2,418 bilhões no perípdo, e acumula prejuízo de R$ 3,717 bilhões desde o início do ano.
Segundo o texto, “o potencial de provisões adicionais reduz a visibilidade de passivos futuros que não estão incluídos no acordo que a Braskem fechou com autoridades em 2020 e que podem surgir do evento geológico iniciado agora em novembro”.
Segundo a Mooby’s, ainda que a Braskem tenha uma posição de caixa relativamente boa para cobrir provisões adicionais, a necessidade pode reverter o processo de redução de alavancagem que a empresa vinha realizando. A agência ainda incluiu o risco de piora na reputação dentro do cenário de responsabilidade ambiental, o que também pode causar impactos financeiros posteriores à Braskem (BRKM5) – na semana passada, as ações da empresa foram excluídas do Índice de Sustentabilidade Ambiental da B3 ($B3SA3).