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BB Seguridade: BTG espera balanço do 3T26 com resultado forte

BB Seguridade: BTG espera balanço do 3T26 com resultado forte

Banco mantém recomendação neutra para a ação, que rende cerca de 9,5% em dividendos em 2027

A divulgação do balanço do terceiro trimestre da BB Seguridade (BBSE3) deve mostrar um resultado operacional e financeiro mais forte que o esperado, mas o foco dos investidores já se volta para a virada do ano. Segundo o BTG Pactual, o controlador da seguradora, o Banco do Brasil (BBAS3), pode precisar buscar capital por volta desse período, e parte das reuniões do banco com a companhia, no Rio de Janeiro, girou em torno de saber se, e como, a BB Seguridade poderia fazer parte da solução. O BTG avalia que essa indefinição pode continuar pesando sobre a ação por algum tempo.

O relatório aponta que o crescimento de prêmios já estava abaixo do piso do guidance no segundo trimestre e que, com o terceiro trimestre encerrado, é cada vez mais difícil a companhia cumprir a meta original. Por outro lado, o resultado operacional tem sido ajudado por uma sinistralidade ainda muito boa e pelo desempenho da Brasilprev, enquanto o resultado financeiro também é considerado muito forte.

Com isso, a BB Seguridade pode fechar 2026 acima das projeções do BTG e do consenso, sobretudo se registrar ganhos adicionais de marcação a mercado com a recente movimentação da curva de juros longos. Nesse cenário, o lucro cairia apenas 2% a 3% em base anual, bem menos do que o banco projetava no início do ano. O payout, que foi de 88% no primeiro semestre, deve ficar mais próximo de 100% no segundo.

Virada do ano: capital do BB entra no radar

Com base no retorno recente sobre as tendências do terceiro trimestre do Banco do Brasil e no impacto limitado da MP 1376, investidores e o próprio BTG estão mais convencidos de que o BB pode precisar de capital na virada do ano. A medida provisória ajuda menos do que o esperado porque muitos produtores rurais não estão cobertos. O problema no agro, segundo o relatório, envolve também superendividamento e compressão de margens, o que complica a recuperação.

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O bom desempenho de 2026 cria uma base exigente para o ano seguinte. O BTG espera que os prêmios sigam fracos e que os prêmios ganhos caiam de novo. A sinistralidade, no melhor dos casos, deve ficar estável, mas provavelmente piorará um pouco, e o resultado financeiro deve enfrentar comparação mais dura, ainda que a Brasilprev compense parte da pressão. O banco considera razoável uma queda de um dígito médio no lucro por ação e destaca que, sem retomada do crescimento da receita, fica mais difícil construir perspectivas melhores para 2028 e 2029.

Dividendos atraentes, crescimento desafiador

Apesar do dividend yield de cerca de 9,5% projetado para 2027, o BTG vê um cenário desafiador de crescimento de lucros nos próximos anos. Entre os fatores citados estão a pressão no seguro agrícola, a baixa visibilidade sobre o crescimento de prêmios ligados a crédito e o risco de renovação, em 2033, do acordo de distribuição exclusiva com o Banco do Brasil.

Com o BB operando em um ambiente mais digital, o banco também tem dificuldade de enxergar uma reaceleração do crédito e, por consequência, a recuperação do crescimento de prêmios da BB Seguridade. Por isso, o BTG mantém a recomendação neutra para a ação e reforça a preferência por Porto Seguro (PSSA3) e Caixa Seguridade (CXSE3) no setor de seguros.

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