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Bank of America segue cauteloso com Banco do Brasil

Bank of America segue cauteloso com Banco do Brasil

Bancos brasileiros oferecem dividend yield de cerca de 7%, o maior da região, e negociam entre os mais descontados em preço sobre lucro

O Bank of America mantém Itaú Unibanco (ITUB4) e Bradesco (BBDC4) como preferidos entre os bancos brasileiros e segue cauteloso com o Banco do Brasil (BBAS3). A leitura vem em um guia sobre o setor na América Latina, no qual a seleção de ações aparece como decisiva diante da dispersão ampla de valuations.

“Acreditamos que o valuation premium do Itaú é justificado pelo balanço robusto, pela rentabilidade e pela melhor execução do setor, mesmo em ambientes macroeconômicos desafiadores”, apontam os analistas do Bank of America.

O Bradesco entra pela relação entre risco e retorno, sustentada pelo potencial de recuperação. No Banco do Brasil, pesam as pressões na qualidade dos ativos, a incerteza sobre a recuperação da carteira do agronegócio e a visibilidade limitada dos efeitos das medidas recentes de renegociação de dívidas.

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Dividendos altos e múltiplos descontados

Os bancos brasileiros oferecem o maior retorno em dividendos da região, perto de 7%. Os mexicanos vêm logo atrás, com cerca de 6%, à frente dos andinos, com 5%, e dos argentinos, com 2%. Em capital, os índices mais fortes estão no México e na Argentina.

“Os bancos brasileiros e mexicanos são os mais descontados em múltiplo de preço sobre lucro, enquanto, em preço sobre valor patrimonial, os chilenos têm o valuation mais exigente da região”, observam os analistas.

Lucros devem acelerar em 2027

O banco espera ganho de ritmo nos resultados de toda a região no próximo ano. No Brasil, a projeção é de crescimento de lucro na casa de um dígito alto, num quadro de atividade mais fraca antes da eleição de outubro, que pode se reverter com a queda dos juros.

No México, o crédito crescendo a dois dígitos e o fim do efeito do corte de juros devem sustentar a receita, com deterioração modesta da qualidade dos ativos. A revisão do acordo comercial com Estados Unidos e Canadá segue como a principal incerteza para o país.

As escolhas fora do Brasil

“O Peru segue como a história de crescimento estrutural bancário mais forte da região”, dizem os analistas do Bank of America. Credicorp e IFS são as apostas nesse mercado, ao lado de Itaú Chile e Grupo Davivienda, escolhidos pelo valuation atrativo e pela rentabilidade em melhora.

No México, a preferência recai sobre Gentera, Bajío, Regional e Banorte. Os bancos argentinos também estão entre os favoritos e devem registrar o maior crescimento nominal de lucro, mas o desempenho segue muito dependente do quadro macroeconômico e político, com a volatilidade da última eleição ainda fresca na memória dos investidores.