Home
Notícias
Ações
Banco Pine tem descompressão após alívio regulatório no consignado privado

Banco Pine tem descompressão após alívio regulatório no consignado privado

O BTG afirmou que o retorno do limite para aproximadamente 4,98% ao mês representa um alívio de curto prazo

As ações do Banco Pine (PINE4) registraram um momento de alívio após mudanças nas regras do crédito consignado privado, impulsionadas pela reversão de uma restrição regulatória que havia reduzido o teto para as taxas de juros da modalidade. Em relatório, o BTG Pactual (BPAC11) afirmou que o retorno do limite para aproximadamente 4,98% ao mês representa um alívio de curto prazo para a instituição, a mais exposta ao segmento dentro da cobertura do banco de investimentos.

Segundo o BTG, o mercado vinha demonstrando preocupação com a combinação entre a deterioração do cenário macroeconômico, o aumento do risco de inadimplência e a redução do teto para taxas consideradas abusivas, implementada de forma operacional em 7 de julho. Na ocasião, o sistema passou a bloquear novas operações acima de 4,52% ao mês, reduzindo o limite anterior de cerca de 4,98% ao mês.

Alívio regulatório

De acordo com o relatório, conversas com participantes do mercado indicaram que o teto voltou ao patamar anterior, próximo de 4,98% ao mês. Para os analistas, a mudança ajuda a explicar a valorização de aproximadamente 12% das ações do Banco Pine nos últimos dias.

O BTG ressalta que a reversão reduz parte das preocupações dos investidores em relação à rentabilidade do crédito consignado privado, segmento que vinha sendo pressionado tanto pelas mudanças regulatórias quanto pelo ambiente econômico mais desafiador.

O banco também destacou alterações nas regras para operações com as novas garantias do consignado privado, que incluem 10% do saldo do FGTS, 100% da multa rescisória e até 35% das verbas rescisórias. Pelas novas regras, os empréstimos contratados pelos canais próprios dos bancos deixam de ter a cobertura dessas garantias limitada a 50% do valor da operação, podendo agora contar com cobertura integral.

Publicidade
Publicidade

Já as operações realizadas por meio da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) também permanecem elegíveis à cobertura total das garantias.

Apesar da flexibilização, o BTG avalia que o teto de juros de 1,99% ao mês para os empréstimos que utilizam essas garantias continua pouco atrativo diante do perfil de risco da carteira, da complexidade operacional e das incertezas sobre a execução dessas garantias.

Recomendação mantida

Na avaliação do BTG, por esse motivo, a maior parte das novas concessões deve continuar concentrada na modalidade tradicional de crédito consignado privado, na qual as instituições financeiras podem operar com taxas próximas ao limite de 4,98% ao mês.

Os analistas reconhecem que o ambiente regulatório continua volátil e que os riscos relacionados à inadimplência permanecem no radar, especialmente caso haja deterioração do mercado de trabalho. Ainda assim, consideram que esses fatores já estão amplamente refletidos na avaliação do Banco Pine.

O BTG manteve a recomendação de compra para as ações do banco. Segundo o relatório, os papéis são negociados a cerca de 4,6 vezes o lucro estimado para 2026, patamar que, na visão dos analistas, já incorpora uma queda relevante na rentabilidade sobre o patrimônio (ROE), mesmo considerando um cenário de menor lucratividade no crédito consignado privado.

Leia também: