O Banco do Brasil (BBAS3) ainda tem formação de inadimplência ainda elevada, ao apresentar seu balanço referente ao quarto trimestre do ano. Isso porque as provisões brutas vieram 13% acima das expectativas, com alta de 87%, na comparação anual, para R$ 19 bilhões, enquanto as provisões ampliadas ficaram em R$ 18 bilhões. No 4TRI25, o banco informou lucro de R$ 5,7 bi, queda de 40%.
Segundo o relatório do BTG (BPAC11), o maior impacto veio do segmento de agronegócio, com provisões ampliadas subindo 20% t/t para R$ 10,5 bilhões, parcialmente compensadas por retração nos segmentos pessoa física (-28% t/t para R$ 4,3 bilhões) e empresas (-15% t/t para R$ 3,9 bilhões).
Por outro lado, o banco Safra avaliou que R$ 22 bilhões em empréstimos renegociados até agora (sob a Medida Provisória nº 1.314) trouxeram alívio relevante ao banco, melhorando o mix da carteira rural, sustentando a projeção de queda de 10% na comparação anual nas provisões no ponto médio.
“Por isso, acreditamos que o sentimento com a ação pode melhorar entre investidores que argumentam que o banco ganhou mais tempo para lidar com ativos problemáticos, especialmente antes do ciclo de afrouxamento monetário previsto para começar em março”, diz o Safra.
Ainda assim, o banco mantém uma visão cautelosa, já que indicadores de qualidade de ativos continuam deteriorando, e maior clareza sobre melhora ou não deve surgir apenas no segundo trimestre deste ano.
Guidance
Para 2026, o Bradesco BBI avalia riscos baixistas à projeção de lucro, dado que o BBAS3 está no topo do intervalo de guidance divulgado (R$ 22 a 26 bilhões), enquanto o crescimento de crédito veio mais fraco que o esperado.
“Seguimos monitorando o ritmo de inadimplência, a necessidade de provisões adicionais e a capacidade do banco de sustentar margens e eficiência em um ambiente de expansão creditícia mais moderada”, avaliou a casa de análise.






