A Porto Seguro (PSSA3) encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido recorrente de R$ 958,3 milhões, alta de 15,1% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado marcou o quinto trimestre consecutivo de crescimento de dois dígitos nessa linha.
O lucro líquido contábil somou R$ 1,13 bilhão, avanço de 36,3% na base anual, impulsionado também por um efeito contábil positivo ligado à incorporação de subsidiária.
A vertical de seguros voltou a ser o principal motor do balanço. O lucro líquido da divisão chegou a R$ 467,1 milhões, com ROAE (retorno sobre patrimônio médio) recorrente de 33,8% no primeiro trimestre. As receitas e prêmios da Porto Seguro somaram R$ 5,7 bilhões, alta de 6% em um ano.
O desempenho foi puxado pelos segmentos Patrimonial, com avanço de 13%, e Vida, com alta de 12%. Em Auto, os prêmios e a frota segurada cresceram 3%, chegando a 6,3 milhões de veículos segurados.
“A Porto iniciou 2026 mantendo a trajetória de resultados consistentes, com crescimento de dois dígitos no lucro líquido recorrente pelo quinto trimestre consecutivo”, disse a companhia.
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As demais verticais também ganharam peso no balanço. Saúde, Banco e Serviços responderam por 51% do resultado total, todas com ROAE acima de 22%. A Porto Saúde teve receita de R$ 2,3 bilhões, alta de 15%, e lucro de R$ 216 milhões, avanço de 20%.
Na Porto Bank, a receita subiu 24%, para R$ 1,9 bilhão, impulsionada por Consórcio e por Cartão, Financiamento e Empréstimos. O lucro da vertical ficou em R$ 212 milhões, alta de 10%. Já a Porto Serviço registrou receita de R$ 674 milhões, avanço de 1%, com lucro de R$ 53 milhões.
Balanço da Porto: Guidance mantido
No consolidado, o grupo teve receitas totais próximas de R$ 11 bilhões, crescimento de 10% em relação ao primeiro trimestre de 2025. O resultado financeiro, no entanto, caiu 20%, para R$ 307 milhões. O índice de eficiência operacional ficou em 11%, melhora de 0,1 ponto percentual.
A Porto também manteve suas projeções para 2026. A companhia espera resultado financeiro entre R$ 1,4 bilhão e R$ 1,8 bilhão no ano, além de uma alíquota efetiva entre 24% e 28%. Para a vertical Porto Seguro, a projeção é de crescimento de 3% a 7% no prêmio ganho, com sinistralidade entre 50,5% e 54,5%.

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