A B3 ($B3SA3) encerrou o primeiro trimestre de 2026 com receita total de R$3,2 bilhões, alta de 20,5% ante o mesmo período do ano anterior — o maior resultado trimestral da história da companhia.
O desempenho foi sustentado pela combinação de volumes recordes nos mercados de derivativos e renda variável com o crescimento contínuo das receitas recorrentes.
Na mensagem da administração, a empresa afirmou que o resultado demonstrou “a força do modelo de negócios da B3 e o potencial do mercado brasileiro.”
O segmento de mercados cresceu 20,8% na comparação anual, com destaque para renda variável, que avançou 46,7% impulsionada pelo forte ingresso de capital estrangeiro. O fluxo externo somou R$53,8 bilhões no trimestre — mais do que o dobro de todo o volume registrado ao longo de 2025.
Em derivativos, o volume médio diário atingiu 13,2 milhões de contratos, com juros em reais registrando recordes históricos em março.
A administração apontou a “maior volatilidade impulsionada pelos eventos geopolíticos observados no trimestre” como fator central para o desempenho.
Números
As receitas recorrentes, menos sensíveis ao ciclo, cresceram 17,2%, com destaques para Soluções Analíticas de Dados (Trillia), alta de 22,9%, e Soluções para Mercado de Capitais, avanço de 28,5%.
O lucro líquido recorrente totalizou R$1,5 bilhão, crescimento de 33,1% sobre o 1T25, enquanto o lucro por ação recorrente chegou a R$0,30, alta de 38,6%.
As despesas totais cresceram 10,9%, ritmo bem abaixo das receitas, “refletindo a disciplina na alocação de recursos” mesmo diante da agenda de novos produtos. As despesas ajustadas avançaram 6,3%.
Novidades
Na agenda de inovação, a B3 lançou Contratos de Eventos Financeiros para Ibovespa, Dólar e Bitcoin e expandiu o horário de negociação dos futuros de criptoativos e ouro. Para a diretoria, as receitas recorrentes “manteve a tendência positiva dos trimestres anteriores,” sinalizando solidez estrutural além dos ventos cíclicos favoráveis.
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