A Azzas 2154 (AZZA3) informou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta quinta-feira (25) que a marca Hering não está à venda e que não há, no momento, qualquer negociação em curso envolvendo a marca ou os ativos a ela relacionados.
A resposta atende a ofício da Superintendência de Relações com Empresas (SEP) da CVM, que questionou a companhia sobre reportagem da coluna Pipeline, do Valor Econômico, publicada em 23 de junho.
Segundo a reportagem, um grupo de acionistas que representa cerca de 11% do capital da Azzas e é capitaneado pela família Hering quer tornar a marca de moda básica independente novamente.
Com isso, a família teria contratado o banco BR Partners (BRBI11) para mediar conversas com a companhia, e o banco já teria feito uma primeira abordagem ao conselho e aos assessores financeiros da Azzas.
De acordo com as fontes ouvidas pela reportagem, o grupo estaria disposto tanto a uma proposta de compra da marca quanto a um arranjo de cisão das marcas do grupo, em que a família Hering ficaria com participação maior na própria Hering, por meio de troca de papéis proporcionais nas demais marcas, sem afetar os demais acionistas minoritários.
Resposta da companhia
Diante do questionamento, a Azzas 2154 afirmou que a marca não está à venda e não existem tratativas formais em curso. Com base nesse entendimento, a companhia avalia que não há, nesta data, fato relevante a ser divulgado nos termos da Resolução CVM nº 44/2021.
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Cobrança da CVM
O ofício da CVM reforça que, segundo entendimento da autarquia, mesmo operações em estágio inicial, estudos de viabilidade ou a mera intenção de realizar um negócio podem configurar fato relevante, sobretudo em casos de vazamento de informação para a imprensa.
A autarquia também alertou a Azzas sobre a possibilidade de aplicação de multa cominatória de R$ 1 mil em caso de não atendimento às exigências do ofício, sem prejuízo de outras sanções administrativas.






