A Romi (ROMI3) registrou lucro líquido de R$ 42,7 milhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 56,1% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado, divulgado na terça-feira (20), foi impulsionado pelo reconhecimento de créditos tributários, que acrescentou R$ 35,7 milhões ao lucro do trimestre.
A receita líquida somou R$ 257,1 milhões, queda de 26,4% na comparação anual, com redução do faturamento nas três unidades de negócios da fabricante de máquinas e equipamentos industriais.
Lucro ajustado cai 74,6%
Excluídos os efeitos considerados extraordinários pela companhia, o lucro líquido ajustado foi de R$ 7 milhões, recuo de 74,6% em relação aos R$ 27,4 milhões registrados no terceiro trimestre de 2025.
O EBITDA ajustado, que mede o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, atingiu R$ 10,2 milhões, queda de 73,2% na mesma comparação. A margem ajustada passou de 10,9% para 4%, redução de 6,9 pontos percentuais. Já a margem bruta ficou em 26,1%, ante 26,5% um ano antes.
“A Unidade de Fundidos e Usinados segue enfrentando demanda reduzida nos segmentos automotivo comercial, agrícola e eólico, com impactos sobre os volumes de produção e a absorção dos custos fixos. Apesar desse cenário, as margens apresentaram melhora em relação ao trimestre anterior”, escreveu Luiz Cassiano Rando Rosolen, diretor-presidente da Romi, na mensagem da administração que acompanha o balanço.
Os créditos tributários reconhecidos no período somaram R$ 46,8 milhões e decorreram de decisões definitivas em processos sobre contribuições previdenciárias. Segundo a companhia, os valores ainda serão submetidos à habilitação na Receita Federal para posterior compensação com tributos devidos.
Leia também:
Carteira de pedidos cresce com subsidiária alemã
A entrada de pedidos consolidada alcançou R$ 421,5 milhões, crescimento de 8,5% sobre o terceiro trimestre de 2025. A carteira de pedidos encerrou setembro em R$ 992,7 milhões, avanço de 10,9%, sustentado pela subsidiária alemã Burkhardt+Weber (B+W).
“Na B+W, conquistamos R$ 252,1 milhões em novos pedidos no trimestre, com destaque para um contrato de aproximadamente R$ 200 milhões com uma corporação global, para o fornecimento de máquinas industriais de alta precisão, com entregas previstas entre 2027, 2028 e 2029”, afirmou Rosolen.
Os novos pedidos da unidade alemã cresceram 63,8% na comparação anual. O faturamento, porém, caiu 60,2%, para R$ 39,6 milhões, em razão dos cronogramas de execução e entrega dos projetos. A Romi prevê maior concentração de receitas da subsidiária no quarto trimestre de 2026.
Na unidade Máquinas Romi, a receita recuou 7,5%, para R$ 183 milhões. Segundo a empresa, o desempenho refletiu o adiamento do faturamento de máquinas para os próximos períodos e a valorização do real diante do dólar e do euro. Em Fundidos e Usinados, o faturamento caiu 33,6%, para R$ 34,5 milhões.
A companhia encerrou setembro com dívida líquida de R$ 101,5 milhões. Os financiamentos totalizavam R$ 471,2 milhões, enquanto o caixa, os equivalentes de caixa e as aplicações financeiras somavam R$ 369,7 milhões.






