O Assaí (ASAI3) encerrou o segundo trimestre com forte crescimento do lucro líquido, impulsionado por créditos tributários e pela melhora do desempenho operacional. Entre abril e junho, o lucro líquido contábil somou R$ 537 milhões, alta de 103,4% em relação aos R$ 264 milhões registrados no mesmo período de 2025.
A margem líquida contábil avançou de 1,4% para 2,8%, um aumento de 1,41 ponto percentual.
Desconsiderando os efeitos extraordinários, o lucro líquido recorrente atingiu R$ 344 milhões no trimestre, crescimento de 93,6% na comparação anual. A margem líquida recorrente passou de 0,9% para 1,8%.
O resultado foi beneficiado pelo reconhecimento de R$ 193 milhões em créditos extemporâneos de PIS/Cofins, líquidos de imposto de renda.
No primeiro semestre, o lucro líquido contábil alcançou R$ 903 milhões, mais que o dobro dos R$ 426 milhões registrados um ano antes. Já o lucro líquido recorrente totalizou R$ 530 milhões, avanço de 56,1%.
A receita bruta da companhia somou R$ 21,38 bilhões no segundo trimestre, alta de 2,4% em relação ao mesmo período de 2025. A receita líquida cresceu 0,9%, para R$ 19,18 bilhões.
O lucro bruto atingiu R$ 3,27 bilhões, avanço de 3,2% na comparação anual, enquanto a margem bruta subiu para 17,1%, ante 16,7% um ano antes.
Dados operacionais
As despesas com vendas, gerais e administrativas totalizaram R$ 2,23 bilhões, alta de 5,1% na comparação anual. Como proporção da receita líquida, essas despesas passaram de 11,2% para 11,6%.
O Ebitda ajustado ficou praticamente estável, em R$ 1,07 bilhão, ligeira queda de 0,7% frente ao segundo trimestre de 2025. A margem Ebitda ajustada recuou de 5,7% para 5,6%.
No acumulado do primeiro semestre, a receita bruta cresceu 2,1%, para R$ 42,02 bilhões, enquanto a receita líquida avançou 0,7%, para R$ 37,81 bilhões. O lucro bruto aumentou 2,6%, alcançando R$ 6,39 bilhões, e o Ebitda ajustado permaneceu praticamente estável em R$ 2,10 bilhões.
Os números mostram um trimestre marcado por uma forte expansão do lucro líquido, impulsionada pelos créditos tributários, enquanto os indicadores operacionais permaneceram relativamente estáveis, com crescimento moderado das receitas e manutenção da rentabilidade operacional.
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