A Energisa (ENGI11) apurou prejuízo líquido consolidado de R$ 40 milhões no 2º trimestre de 2026, contra lucro de R$ 490 milhões um ano antes. Na controladora, o resultado negativo foi de R$ 130 milhões.
A virada tem origem contábil. A reclassificação de cinco ativos de transmissão para a categoria de mantidos para venda gerou efeito negativo de R$ 596 milhões, sem qualquer saída de caixa.
Na operação, o Ebitda ajustado recorrente somou R$ 1,954 bilhão, avanço de 1%, enquanto a receita bruta cresceu 10% e chegou a R$ 12,780 bilhões. A companhia renovou no trimestre, por mais 30 anos, as concessões de quatro de suas maiores distribuidoras.
Custo da dívida derruba o lucro recorrente
O lucro líquido ajustado recorrente despencou 80%, para R$ 88 milhões. O resultado financeiro ficou negativo em R$ 1,824 bilhão, deterioração de 72%, puxada pela dívida líquida 15% maior que a de junho de 2025.
Em 27 de junho, a controlada Energisa Rondônia (ERO) fechou com o Estado de Rondônia um Termo de Transação Fiscal que rendeu R$ 489 milhões positivos no Ebitda. O acordo derrubou 60% do contencioso judicial do grupo, de R$ 1,6 bilhão para R$ 646 milhões.
Alavancagem recua e conselho aprova dividendos
A relação dívida líquida sobre Ebitda dos covenants caiu de 3,5 vez em março para 3,1 vez em junho, ajudada pelo aporte de cerca de R$ 1,4 bilhão do Itaú Unibanco na Denerge.
O conselho aprovou R$ 251,5 milhões em dividendos intercalares, ou R$ 0,50 por Unit, com pagamento em 24 de agosto de 2026.






