A Americanas (AMER3) deve R$ 18,5 bilhões aos bancos, segundo o Valor Econômico.
Conforme o jornal, deste montante há R$ 13,6 bilhões apenas com risco sacado, também chamado de “forfait” e de financiamento a fornecedor, que é a operação que vinha sendo contabilizada erroneamente, segundo a nova administração da varejista, e não aparecia para os investidores que olhavam seu balanço.
O periódico informa, ainda, que Bradesco, Santander e Itaú são os maiores credores, com R$ 4,7 bilhões, R$ 3,7 bilhões e R$ 3,4 bilhões a receber, respectivamente. Considerando apenas o risco sacado, o Bradesco aparece na frente com R$ 3,9 bilhões, seguido por Santander, com R$ 1,8 bilhão.
- Baixe, aqui, análise da EQI Research sobre a Americanas (AMER3)

Americanas (AMER3): bancos impactados
O Citi listou os bancos mais impactados por conta da Americanas (AMER3).
De acordo com a instituição de investimento, trata-se de Santander (SANB11), BTG (BPAC11) e Bradesco (BBDC4) em nível de lucro e patrimônio, levando em considerações dados do Valor Econômico.
Também elencou, em relatório, a relação tensa com os bancos, mas vê mais chance de acordo com credores em 30 dias do que falência.
Na avaliação do Citi, o impacto no lucro líquido para o nível de provisionamento seria de 4% a 6,7% para Santander; BTG 3,3% a 5,6%; Bradesco 2,9% a 4,9%.
Por exposição como percentual de empréstimos, BTG Pactual 1,6%, Santander 0,6% e Bradesco 0,5%; os mais baixos são BB (0,1%) e Itaú (0,3%), diz relatório.
O caso
Vale lembrar que no dia 11 de janeiro de 2023 o agora ex-CEO da Americanas, Sergio Rial, informou a detecção de inconsistências contábeis no balanço da companhia da ordem de R$ 20 bilhões.
Por conta disso, no dia seguinte a ação AMER3 derreteu na bolsa brasileira e a companhia perdeu R$ 8 bilhões de valor de mercado.
Ibovespa
A ação AMER3 encerrou o dia 13 de janeiro de 2023 cotada em R$ 3,15.
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