Home
Notícias
Ações
Ambev terá trimestre fraco: veja o que esperar no 1ºTRI

Ambev terá trimestre fraco: veja o que esperar no 1ºTRI

Apesar do cenário pouco animador para os volumes de cerveja, o quadro para refrigerantes deve ser melhor.

A Ambev (ABEV3) deve divulgar um resultado fraco no primeiro trimestre do ano (1TRI26), segundo avaliação do banco Santander (SANB11), impulsionado principalmente pela nossa expectativa de queda de 5% nos volumes de cerveja no Brasil. Porém, esse cenário deve melhorar nos próximos trimestres.

“Nossa visão mais conservadora reflete: as condições climáticas, inflação de custos e aumento das despesas de vendas antes da Copa. Embora permaneçamos cautelosos no curto prazo, vemos um debate válido sobre o que vem a seguir”, diz parte do relatório.

O relatório diz ainda que, embora a demanda por cerveja no Brasil tenha caído entre 1% e 3% nos dois primeiros meses do ano, segundo dados da Nielsen, o Santander acredita que isso subestima a pressão do trimestre, já que o Carnaval ocorreu mais cedo em 2026, sugerindo que as quedas de volume podem ter se intensificado em março.

“Em nossa visão, isso foi explicado principalmente por temperaturas mais baixas e níveis de chuva muito mais próximos das médias históricas, em comparação com as condições excepcionalmente secas observadas em 2025. Em 2025, o Brasil registrou 28 dias com temperaturas ponderadas acima de 26°C vs. 15 dias em 2026”, diz outro trecho do relatório.

Refrigerantes pode ser ponto positivo

Apesar do cenário pouco animador para os volumes de cerveja, o quadro para refrigerantes deve ser melhor. A Ambev agora conta com comparações de custo mais fáceis após os desafios do ano passado no desenvolvimento de embalagens plásticas recicláveis, que a deixaram exposta a variações relevantes de preços.

Publicidade
Publicidade

Ao mesmo tempo, a Ambev havia perdido participação para concorrentes devido a um desalinhamento temporário de preços relativos, questão que foi corrigida ao longo do segundo semestre do ano passado.

“Como resultado, acreditamos que os refrigerantes podem surpreender positivamente, apoiados por uma melhor dinâmica entre volume e preço e pela deflação de custos”, conclui o relatório.

Leia também: