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Alpargatas dispara 11% após Ebitda vir 16% acima do esperado pela XP

Alpargatas dispara 11% após Ebitda vir 16% acima do esperado pela XP

Ebitda ajustado ficou 16% acima da estimativa, que já estava acima do consenso, com a margem consolidada avançando 5,8 pontos percentuais no trimestre

As ações da Alpargatas (ALPA4) decolam 11% nesta sexta-feira (7) depois de a companhia entregar um segundo trimestre de 2026 acima do que a XP Investimentos já projetava — e a casa estava acima do consenso.

O Ebitda ajustado veio 16% acima da estimativa, com a margem consolidada subindo 5,8 pontos percentuais. As vendas líquidas cresceram 11%, e o lucro chegou a R$ 170 milhões.

Brasil com recorde e ganho de mercado

A receita no país avançou 17%, combinação de 9% em volume e 7% em ticket. A margem bruta local subiu 2,2 pontos percentuais, mesmo com o marketing concentrado da Copa do Mundo.

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“O Brasil sustentando ganhos de participação de mercado e rentabilidade recorde para um 2T, mesmo absorvendo investimentos concentrados em marketing relacionados à Copa do Mundo”, escreveram Danniela Eiger, Pedro Caravina e Laryssa Sumer, analistas da XP.

Internacional vira o destaque

Foi fora do país, porém, que veio a maior surpresa. A margem Ebitda internacional saltou 14,5 pontos percentuais, e o resultado da unidade dobrou em um ano.

“Os resultados internacionais confirmando o novo ciclo da BU, com execução sólida na principal temporada da Europa e o novo modelo comercial dos EUA já apresentando ganhos de eficiência”, apontaram Danniela Eiger, Pedro Caravina e Laryssa Sumer.

“A margem bruta Internacional voltou aos níveis do 2T21 com uma base de volume materialmente menor, com 3,5 milhões de pares a menos”, calcularam Danniela Eiger, Pedro Caravina e Laryssa Sumer, da XP.

A alavancagem ficou estável em 0,5 vez, mesmo após R$ 106 milhões em juros sobre capital próprio e R$ 64 milhões ligados à Ioasys. A Rothy’s foi o ponto fraco, com queda de 17% no Ebitda.

“Embora vejamos a recente alta do petróleo em meio às tensões geopolíticas como uma fonte de preocupação para os investidores no 2S, a administração reforçou a capacidade da companhia de mitigar a sensibilidade às oscilações externas”, ponderaram os analistas da XP.