O BTG PActual (BPAC11) divulgou relatório reiterando a recomendação de Compra para as ações da Allos (ALSO3), uma das principais administradoras de shopping centers do país, após a venda de 20% do Shopping Plaza Sul, em São Paulo, por R$ 120 milhões.
O preço-alvo estabelecido pelo banco é de R$ 26, um potencial de valorização acima de 15% se considerada a cotação desta terça-feira, por volta de R$ 22. Desde início do ano, as ações da companhia se valorizaram mais de 35%.

O preço da venda é considerado pequeno pelo banco, já que equivale a menos de 1% do atual valor de mercado da Allos, mas o negócio causou boa impressão para os analistas, inclusive com a projeção de novas negociações em breve.
“A Allos está negociando a múltiplos baratos (cap rate de 14%), o que significa que deve ser capaz de fazer várias fusões e aquisições que geram valor, e que os FIIs poderão voltar a comprar ativos imobiliários, uma vez que as taxas de juro estão caindo, por isso esperamos que a Allos venda mais ativos no futuro (mais especificamente, os seus ativos ‘não essenciais’)”, aponta o texto.
Um dos compradores é o FII XP Malls (XPML11), que vai pagar R$ 60 milhões por 10% do shopping. O outro player da negociação ainda não foi divulgado nem se manifestou.
O negócio ainda depende de aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), entre outras condições precedentes. Quando fechado, terá metade do pagamento à vista e a outra metade com prazo de até 12 meses, com reajuste pelo CDI.

“O Plaza Sul tem 24 mil m² de ABL total e a Allos detinha 90% de participação antes do acordo. O shopping, que conta com mais de 200 lojas e cerca de 1.500 vagas de estacionamento, registrou vendas/m² de R$ 1.750/mês e NOI/m² de R$ 160/mês nos últimos 12 meses. Não está entre os ativos ‘não essenciais’ da Allos à venda, mas como a empresa manterá uma participação majoritária de 70% após o acordo, achamos que faz sentido estratégico”, concluiu o BTG sobre a Allos (ALSO3).






