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Sem bancos, Carteira BB Dividendos volta a incluir utilities após alta do setor

Sem bancos, Carteira BB Dividendos volta a incluir utilities após alta do setor

Nova composição do portfólio marca a ausência inédita de bancos, após rotação atipicamente elevada e revisão baseada na temporada de balanços do 4T25

A Carteira BB Dividendos, do Banco do Brasil (BBAS3), não contará com bancos em sua composição no trimestre que se inicia em março. O setor bancário é tradicionalmente um dos mais conhecidos entre os investidores e costuma figurar entre os favoritos de quem busca montar uma carteira focada em dividendos.

O analista Rafael Reis, responsável pela formulação do portfólio, destacou que a nova composição é inédita justamente pela ausência dos bancos.

“Neste ciclo, o ineditismo fica por conta da ausência de outro setor intimamente ligado à temática de dividendos e que apresentou performance muito forte na bolsa neste início de ano: bancos (Itaúsa deixa a carteira com alta de 26% no trimestre e ABC com avanço de 19%)”, afirmou Reis.

No ciclo anterior, a Carteira BB Dividendos já havia promovido um movimento incomum, ao não incluir nenhuma empresa do setor de utilities, outro segmento tradicionalmente preferido por investidores em busca de renda. Para o próximo ciclo, contudo, a carteira volta à normalidade com dois ingressantes.

Segundo o analista, as mudanças foram necessárias em função da rotação periódica do portfólio do Banco do Brasil, que é revisado a cada três meses com o objetivo de selecionar ativos com maior potencial de valorização ao longo do trimestre.

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Em fevereiro, a Carteira BB Dividendos registrou alta de 5,1%, superando o avanço de 4,4% do Índice de Dividendos (IDIV). 

“No trimestre, a performance também foi favorável: +20,1% vs. +17,1% do IDIV, alavancando a rentabilidade acumulada nos mais diversos recortes temporais”, informou o Banco do Brasil.

Formação da Carteira BB Dividendos

Reis explica que a estratégia está atenta aos insumos já disponíveis da temporada de balanços do 4T25, buscando capturar ativos com maior potencial de retorno dentro do ciclo vigente até o fim de maio de 2026.

O analista ressalta que o portfólio passou por uma rotação atipicamente elevada, com a saída de sete ativos: 

Por outro lado, passaram a integrar a carteira as seguintes empresas:

As sete novas companhias se juntam a Marcopolo (POMO4), Petrobras (PETR4) e Vulcabras (VULC3), que permanecem na composição do portfólio.

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