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Ação da Vivo é a mais “sólida” do setor, diz Safra

Ação da Vivo é a mais “sólida” do setor, diz Safra

Preferência pela empresa reflete a combinação de execução consistente, crescimento e menor risco operacional

O Safra mantém uma visão positiva para o setor de telecomunicações da América Latina, embora com uma abordagem mais seletiva após a reavaliação recente dos ativos, apontam os analistas Silvio Doria e Guilherme Bellizzi Motta em relatório. O banco revisou estimativas para Vivo (VIVT3), TIM (TIMS3) e América Móvil (Claro), com mudanças relevantes nas recomendações.

“Ainda vemos o setor como estruturalmente saudável, com crescimento real de receita e expansão de fluxo de caixa, mas a próxima fase depende mais de execução do que de re-rating”, afirmam Doria e Bellizzi Motta. Segundo o Safra, a consolidação de mercado já capturou boa parte dos ganhos mais óbvios.

Nesse contexto, a Vivo segue como principal escolha do banco no Brasil, combinando crescimento, resiliência operacional e maior previsibilidade de resultados frente aos pares.

Vivo lidera preferência pela qualidade

A recomendação de compra para a Telefônica Brasil foi mantida, com preço-alvo de R$42 para 2026. O Safra destaca que a companhia reúne um conjunto de fatores que a posicionam de forma mais sólida no atual ciclo.

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“A Vivo continua sendo a tese mais consistente no mercado local, com melhor visibilidade de lucros e menor atrito operacional”, dizem Doria e Bellizzi Motta. Entre os diferenciais apontados estão o reajuste de preços já implementado, baixa taxa de churn e diversificação de receita.

O banco também ressalta que o mix de serviços e a disciplina operacional sustentam uma trajetória mais previsível, o que ganha relevância em um momento em que o setor passa a ser mais dependente da execução.

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Divulgação Tim

TIM: dinâmica perde força no curto prazo

A TIM teve a recomendação rebaixada de compra para neutra, apesar de um leve ajuste positivo no preço-alvo, de R$27 para R$28. A decisão reflete sinais de enfraquecimento operacional no curto prazo.

“As tendências recentes mostram menor portabilidade, adições líquidas mais fracas e aumento de inadimplência, o que reduz nossa confiança para o curto prazo”, afirmam os analistas. O adiamento de reajustes de planos também pesa na avaliação.

Embora a trajetória de dividendos permaneça intacta, o Safra aponta que a margem de segurança diminuiu, especialmente com a ação negociando próxima à média histórica de valuation.

América Móvil (AMX): revisão positiva de fundamentos

A América Móvil teve a recomendação elevada de neutra para compra, com aumento do preço-alvo de US$22 para US$33,5. A revisão incorpora novas projeções da companhia e premissas atualizadas de longo prazo.

“Passamos a ver uma trajetória de fluxo de caixa livre mais robusta, apoiada por crescimento de lucros e revisão de estimativas para o câmbio”, dizem Doria e Bellizzi Motta. O banco destaca que a melhora ainda não está totalmente refletida nos múltiplos.

Além disso, o potencial de crescimento próximo a 20% reforça a tese de reprecificação, especialmente em comparação com seus pares regionais.

Valuation e riscos no radar

Do ponto de vista de valuation, o Safra avalia que o setor negocia próximo às médias históricas, o que limita uma nova expansão de múltiplos no curto prazo. A Vivo negocia a cerca de 4,2x EV/EBITDA, enquanto TIM e AMX estão em torno de 4,1x e 4,7x, respectivamente.

“Os múltiplos atuais reforçam a importância de selecionar empresas com melhores fundamentos, e não apenas aquelas com potencial aparente de valorização”, afirmam os analistas. Nesse cenário, a Vivo se destaca pela maior consistência.

Entre os riscos, o banco destaca o ritmo de reajustes de preços no curto prazo, que pode impactar o crescimento de receita, e, no longo prazo, o avanço de tecnologias como conectividade via satélite, como a Starlink. Ainda assim, o Safra avalia que a competição segue racional e que o setor permanece atrativo para investidores mais seletivos.

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