As ações da Smart Fit (SMFT3) são uma das teses “mais consensuais entre os investidores locais”, disse o BTG (BPAC11) em um relatório em que analisa as recentes mudanças na alta direção da empresa.
A principal alteração foi a eleição de Edgard Gomes Corona como presidente do Conselho, após a renúncia de Daniel Rizardi Sorrentino, que permanecerá como conselheiro.
“Embora o anúncio tenha sido inesperado em termos de timing, entendemos que a transição é natural para a etapa atual da companhia e ocorre com profissionais preparados, experientes e já intimamente conectados à operação da SmartFit”, explica o BB Investimentos em um relatório assinado por Pedro Pinto e Flávia Meireles.
Paralelamente, Diogo Ferraz de Andrade Corona foi nomeado CEO, substituindo Edgard Corona na função executiva, enquanto José Luís Rizzardo Pereira assumiu como CFO no lugar de André Macedo Pezeta.
Segundo o BTG, as mudanças não representam um reinício estratégico. A redução gradual da participação do Pátria, atualmente em cerca de 7%, contribui para diminuir riscos de execução e governança.
Os analistas Luiz Guanais, Yan Cesquim, Pedro Lima e Luis Mollo, ressaltam que o novo CEO possui mais de 15 anos de experiência na companhia e atuava como diretor de operações, responsável por operações, expansão e marketing de todas as marcas.
“A nomeação reforça o foco em sucessão interna e executivos com profundo conhecimento operacional”, esclarecem.
Ações
O BTG calcula que a Smart Fit negocia a um múltiplo de preço sobre lucro (P/L) esperado para 2026 de 14 vezes e que a tese de investimento é sustentada por escala regional elevada, forte retorno por unidade com expansão de margens via alavancagem operacional e exposição a um mercado fragmentado com oportunidades de consolidação.
“Apesar de riscos de curto prazo, projetamos crescimento composto do LPA de 32% entre 2025 e 2028 e manutenção da recomendação de compra”, conclui o banco.






