A Prio (PRIO3) fechou o último pregão em R$ 61,58, alta de 5,03%, e testou de novo o topo da consolidação. O Inter Research vê melhora técnica. A tese fundamentalista segue de pé.
“O ativo apresenta melhora importante da estrutura técnica, após formar fundo na região de R$ 51,00 a R$ 52,00 e iniciar uma recuperação consistente”, escreveu Leandro Martins, analista do Inter Research.
A companhia é a maior petroleira independente do Brasil e cresceu comprando campos maduros para revitalizar. A meta sempre foi elevar a produção e derrubar o custo por barril.
“A Prio vive um novo ciclo de expansão, impulsionado principalmente por Wahoo e Peregrino, que elevaram significativamente sua escala de produção”, afirmou Martins.
No 2º trimestre de 2026, a produção média ficou perto de 170 mil barris de óleo equivalente por dia. Wahoo já opera os quatro poços produtores.
Custo por barril e geração de caixa
No 1º trimestre de 2026, o lifting cost, custo de extração por barril, caiu para US$ 9,4. O Ebitda ajustado somou US$ 852 milhões e o lucro líquido, US$ 460 milhões.
“Com crescimento de produção, ganho de escala, custos competitivos e forte capacidade de geração de caixa, a Prio mantém uma tese fundamentalista interessante para o médio e longo prazo”, apontou o analista.
O investidor precisa acompanhar a dívida elevada assumida na expansão. A companhia também fica exposta às oscilações do petróleo e do dólar.
Rompimento acima de R$ 62 é o gatilho
Nas últimas semanas, o papel andou de lado entre R$ 56,00 e R$ 61,00, faixa lida como região de acumulação. A relação entre preço e volume melhorou, com retomada do fluxo comprador.
“O principal gatilho de compra fica na confirmação do rompimento da faixa de R$ 61,60 a R$ 62,00, preferencialmente com aumento de volume”, observou Martins.
Acima dessa região, os alvos iniciais ficam entre R$ 62,80 e R$ 64,90, seguidos de R$ 66,60. Uma extensão do movimento levaria a ação a R$ 68,50 e R$ 70,50.
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