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Ação da Embraer decola após pedidos de US$ 760 milhões

Ação da Embraer decola após pedidos de US$ 760 milhões

Azorra eleva total de E2 encomendados de 39 para 54 aeronaves; pedidos comerciais acumulam 36 unidades em 2026

A Embraer (EMBJ3) vê suas ações decolarem 5% nesta sexta-feira (5), mesmo com o Ibovespa em queda, em reação ao anúncio de um novo pedido firme de 15 aeronaves E195-E2 pela Azorra — acrescentando aproximadamente US$ 760 milhões à carteira de pedidos firmes considerando um desconto potencial de 45% sobre o preço de tabela. O Bradesco BBI mantém recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 110.

O pedido eleva o total de jatos E2 encomendados pela Azorra de 39 para 54 aeronaves, marcando o terceiro aumento em relação ao pedido original firmado em dezembro de 2021. O acordo ainda inclui direito de compra para mais 15 jatos adicionais.

A adição será contabilizada na carteira de pedidos do segundo trimestre de 2026. A preço de tabela, o pedido representa US$ 1,4 bilhão — alta de 9% na carteira comercial e 4% na carteira consolidada da companhia.

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Pedidos do ano somam 36 aeronaves em ambiente desafiador

No acumulado de 2026, os pedidos comerciais da Embraer totalizam 36 unidades — número relevante considerando o cenário de alta dos preços do petróleo, que tem pressionado as finanças das companhias aéreas globalmente.

O Bradesco BBI destaca que o anúncio reforça a visão de que as negociações seguem ativas mesmo em um ambiente de combustível de aviação mais caro. Decisões de novos pedidos por companhias aéreas têm horizonte de longo prazo e, portanto, são menos sensíveis a oscilações de curto prazo no preço do petróleo.

O banco avalia que o pedido pode aliviar a preocupação do mercado com uma eventual paralisação de encomendas em razão dos conflitos geopolíticos e da alta do querosene de aviação.

Valuation atrativo e margens crescentes sustentam tese de compra

O Bradesco BBI sustenta a recomendação de compra com base em cinco pilares. O valuation é o primeiro deles: as ações negociam a 9,7 vezes o múltiplo EV/Ebitda — que relaciona o valor da empresa à sua geração de caixa operacional — para 2026, aproximadamente 28% abaixo dos pares globais.

O banco também projeta volumes crescentes, com 110 e 200 unidades na aviação comercial e executiva até 2030, respectivamente, contra 83 e 169 estimados para 2026. As margens devem avançar 0,9 ponto percentual na margem Ebit — lucro operacional — de 2027.

Eve pode ser catalisador adicional para as ações

A Eve, subsidiária da Embraer focada em aeronaves eVTOL — veículos elétricos de decolagem e pouso vertical —, está demonstrando progresso na redução de riscos do projeto. O Bradesco BBI avalia que avanços concretos na Eve poderiam levar a uma reavaliação positiva que se refletiria nos papéis da Embraer.

No entanto, o banco destaca que há potencial de alta nas projeções para 2026, o que pode representar um catalisador adicional para as ações ao longo do ano.

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