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Ação da CSN salta com possível venda de negócios de infraestrutura

Ação da CSN salta com possível venda de negócios de infraestrutura

Negócio envolve os terminais portuários no Rio de Janeiro, a participação na empresa de transporte ferroviário de carga MRS e a recém-comprada Tora

As ações da CSN (CSNA3) estão em alta forte nesta segunda-feira (15) em reação a uma notícia de O Globo sobre o encaminhamento da venda de negócios de infraestrutura da empresa.

Segundo o texto, o negócio envolve os terminais portuários no Rio de Janeiro, a participação na empresa de transporte ferroviário de carga MRS e a recém-comprada Tora.

Os bancos Citibank e Bradesco participam da operação.

CSN Cimentos
(Imagem: Divulgação/ CSN)

Negócios de cimento

Além dos negócios de infraestrutura, a venda da CSN Cimentos é vista por analistas como “inevitável”.

O segmento de cimentos entregou R$ 392 milhões de EBITDA no primeiro trimestre de 2026, alta de 62,7% na comparação anual, com margem de 31,2% — o maior resultado da história da divisão.

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“O ativo que vai ao mercado é um negócio em aceleração: margem de 31,2% no trimestre sazonalmente mais fraco do ano e EBITDA recorde tornam este o melhor momento operacional possível para o desinvestimento, maximizando o múltiplo implícito para o vendedor”, avalia o analista Luca Vello da Genial Investimentos.

O management confirmou que o processo está “a todo vapor”, com o número de interessados superando as expectativas iniciais — o que reduz o risco de uma venda forçada a múltiplos deprimidos.

Desalavancagem: o benefício central da operação

Com proceeds estimados em R$ 13,6 bilhões no cenário-base (8,5 vezes EBITDA), a dívida líquida cairia para R$ 27 bilhões (-34%), e a alavancagem recuaria de 3,4 para 2,7 vezes.

“O maior benefício não está no FCL absoluto, mas na compressão da alavancagem de 3,4x para 2,7x — o que reduz o prêmio de risco e abre espaço para re-rating do equity e compressão de spread nos bonds”, destaca Vello.

A economia de juros a partir de 2027 seria de R$ 1,6 a 1,7 bilhão por ano, superando levemente a perda de EBITDA do segmento (R$ 1,6 bilhão). O FCL ajustado deve melhorar R$ 300 a 350 milhões ao ano a partir de 2027.

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