A B3 ($B3SA3) iniciou 2026 com um desempenho operacional que surpreendeu positivamente o mercado, levando o Bradesco BBI a elevar a recomendação das ações de neutra para compra. O otimismo dos analistas Marcelo Mizrahi e Renato Chanes é sustentado por um salto no Volume Médio Negociado por Dia (ADTV), que atingiu patamares estruturalmente superiores aos dos últimos dois anos.
Segundo o relatório, “a B3 começou o ano apresentando um salto significativo nos volumes médios diários de negociação de ações, atingindo R$ 38,3 bilhões em base trimestral no primeiro trimestre de 2026″.
Esse movimento foi alimentado por um fluxo de capital estrangeiro de R$ 47 bilhões no acumulado do ano, superando com folga os R$ 18 bilhões registrados em todo o ano de 2025.
Para Mizrahi e Chanes, a mudança de patamar não é passageira: “acreditamos que o forte nível de volumes observado até agora neste ano é estruturalmente superior ao dos últimos dois anos“.
Como reflexo, a dupla destaca que “estamos aumentando nossas projeções de receita com ações para 2026 (42% maior em relação ao ano anterior)”.
Catalisador adicional
Além disso, a volatilidade esperada para os próximos meses deve atuar como um catalisador adicional, visto que “o 3º trimestre também deverá apresentar volumes médios diários mais altos devido ao aumento da volatilidade relacionada ao período da campanha eleitoral”.
A eficiência operacional também é um ponto de destaque. Os analistas pontuam que “acreditamos que, com volumes maiores, a B3 poderá apresentar uma expansão da margem EBITDA ajustada em 2026 (1,80 pp maior) e 2027 (1,20 pp maior)”.
No campo tributário, a distribuição extraordinária de R$ 4 bilhões em JCP deve compensar o aumento da CSLL previsto para abril, mantendo a alíquota efetiva de impostos em níveis reduzidos.
Mesmo com a transição de liderança após o anúncio da saída do CEO Gilson Finkelsztain, o BBI enxerga uma assimetria favorável. Ao justificar o novo preço-alvo de R$ 21, os analistas afirmam: “adotamos agora uma visão mais construtiva para a ação”.
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