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Abra os olhos para o resultado da Prio no 1º trimestre

Abra os olhos para o resultado da Prio no 1º trimestre

BTG projeta Ebitda ajustado de US$ 830 milhões para a Prio no primeiro trimestre de 2026, alta de 1,4 vez na comparação trimestral

As petroleiras independentes brasileiras devem ter um primeiro trimestre de 2026 com desempenhos distintos, com a Prio (PRIO3) liderando com folga, a Brava melhorando significativamente e a PetroReconcavo entregando resultados essencialmente estáveis.

A avaliação é dos analistas Rodrigo Almeida e Gustavo Cunha, do BTG Pactual, que mantêm a PRIO como principal escolha — ou top pick — entre as empresas de exploração e produção independentes sob sua cobertura.

“Esperamos que a Prio se destaque novamente entre as junior E&Ps em nossa cobertura, apesar da geração de FCFE próxima ao zero no primeiro trimestre”, afirmam os analistas.

PRIO com Ebitda 1,4 vez maior no trimestre

A Prio deve registrar Ebitda ajustado de aproximadamente US$ 830 milhões no período — alta de 1,4 vez na comparação trimestral, ante US$ 341 milhões no quarto trimestre de 2025.

Três fatores explicam o salto. O primeiro é a alta de cerca de 25% do Brent na comparação trimestral. O segundo é que aproximadamente 40% dos embarques trimestrais foram vendidos em março, levando os preços realizados a ficarem acima da média trimestral do Brent. O terceiro é o crescimento de 20% na produção e de 40% nos embarques.

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“Os custos de extração devem cair para cerca de US$ 8,9 por barril, ante US$ 12,5 no quarto trimestre de 2025”, destacam Almeida e Cunha.

Contudo, a geração de caixa livre deve ficar próxima a zero por conta do capex do projeto Wahoo e de consumo de capital de giro de cerca de US$ 400 milhões. Os analistas avaliam esse efeito como “amplamente relacionado ao timing” e esperam reversão no segundo trimestre.

Brava Energia
(Imagem: Divulgação/ Brava Energia)

Brava com forte recuperação

A Brava (BRAV3) também deve surpreender positivamente.

“Estimamos Ebitda ajustado de cerca de US$ 294 milhões, alta de 96% trimestral, com FCFE yield (Rendimento do Fluxo de Caixa Livre para o Acionista) ajustado de 3,5%”, projetam os analistas — citando melhora nos descontos de petróleo em Atlanta e Papa-Terra como vetores principais.

Entretanto, um impacto não caixa de US$ 380 milhões em hedge de petróleo deve pressionar o lucro líquido reportado, sem afetar o caixa operacional.

PetroReconcavo aguarda segundo semestre

A PetroReconcavo (RECV3) deve entregar Ebitda de cerca de R$ 303 milhões — queda de 3% trimestral —, com produção 3% menor e custo de extração levemente maior.

“Mantemos nossa visão de que o catalisador principal da tese da PetroReconcavo está na melhora de produção de curto prazo, que em nossa visão deve se materializar mais no segundo semestre de 2026 do que no primeiro”, concluem Almeida e Cunha.

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