A Petrobras (PETR3; PETR4) estaria considerando a entrada na Venezuela por meio da troca de US$ 1,8 em dívida venezuelana com o Brasil por participações diretas em projetos de exploração e produção.
Segundo os relatos da CNN, o modelo da operação seria a incorporação de reservas por meio de swaps da dívida soberana, o que reduziria os desembolsos imediatos para expandir suas reservas, sem a necessidade de competição em leilões.
Para os analistas do BTG Pactual, embora a Petrobras esteja buscando repor reservas, em um esforço para manter sua produção em um patamar estável para 2030-40, a operação dificilmente será bem recebida pelo mercado.
“Considerando que a dívida com a Venezuela é devida ao governo brasileiro, provavelmente seria necessário um aumento de capital (ou operação similar) na Petrobras para que os ativos pudessem ser transferidos do governo para a Petrobras, o que poderia ser questionado”, opina o banco em um relatório distribuído a clientes nesta quarta-feira (18).
Além disso, pontua o BTG, a expertise da Petrobras em campos de petróleo pesado em terra é limitada e a capacidade da Petrobras de firmar parcerias com empresas que possuam boa experiência nesse segmento também seria crucial.






