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4 empresas para ficar de olho na nova fase da IA

4 empresas para ficar de olho na nova fase da IA

Relatório do Safra aponta que a IA física deve impulsionar a demanda por hardware e semicondutores, colocando o setor em rota de crescimento comparável à indústria automotiva

A inteligência artificial, que por anos se concentrou em softwares e chatbots na nuvem, entrou em uma nova fase da IA: mais prática, física e integrada ao dia a dia das pessoas.

Essa transformação, observada na CES 2026 (Consumer Electronics Show), a maior feira global de eletrônicos de consumo, se manifesta em robôs autônomos, dispositivos vestíveis e sistemas inteligentes que interagem diretamente com o mundo real, abrindo caminhos para novas oportunidades de mercado e modelos de negócios.

Executivos e analistas presentes no evento destacaram que essa nova fase representa a próxima grande fronteira de uso de dados e poder computacional.

Segundo relatório divulgado pelo Safra, o avanço acelerado da chamada IA física pode fazer com que o mercado endereçável de hardware para robótica, e consequentemente a demanda por semicondutores, alcance dimensões comparáveis às da indústria automotiva.

Além disso, a adoção de aplicações mais tangíveis tende a facilitar a monetização dos investimentos bilionários feitos em IA nos últimos anos, acelerando ainda mais a procura por chips especializados.

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Nesse contexto, a CES 2026 destacou um grupo de empresas que ajudam a entender como a indústria está se posicionando para a nova fase da inteligência artificial. A seguir, os principais nomes para acompanhar.

Nvidia amplia liderança em hardware e software

A Nvidia foi o grande destaque da feira. A companhia aproveitou a CES para detalhar seu roadmap e antecipar informações sobre a nova arquitetura de processadores Vera Rubin, com lançamento previsto para o segundo semestre de 2026.

Segundo a empresa, os chips Rubin poderão reduzir em até dez vezes o custo de geração de tokens de IA em relação à geração anterior, Blackwell, além de diminuir em quatro vezes a quantidade de GPUs necessárias para treinamento e inferência.

Esses ganhos de eficiência reforçam a expectativa de uma demanda robusta nos próximos anos, que pode inclusive superar a projeção divulgada em outubro passado, de US$ 500 bilhões até o fim de 2026.

No campo de software, a Nvidia também anunciou o Alpamayo, um modelo de direção autônoma com capacidades avançadas de raciocínio e planejamento, sinalizando a intenção de se tornar o sistema operacional padrão para robótica e mobilidade.

Intel busca recuperar credibilidade com execução

A Intel apresentou a família de processadores Panther Lake, baseada no processo de fabricação 18A. A recepção do mercado foi positiva, não apenas pelas especificações técnicas, mas pela percepção de que a empresa está conseguindo cumprir seu cronograma após anos de atrasos.

O lançamento de um chip dedicado a jogos mobile posiciona a companhia em um segmento de maior margem. Ainda assim, a tese de recuperação da Intel permanece fortemente ligada à execução: entregar volume sem novos atrasos será decisivo para a retomada da confiança institucional.

A aproximação recente com a Nvidia para potenciais serviços de manufatura reforça a atratividade da tecnologia 18A, embora a estratégia de turnaround da divisão de fundição ainda careça de validação comercial em larga escala.

Dell adota postura cautelosa sobre AI PCs

A Dell Technologies apresentou um discurso mais sóbrio em relação aos concorrentes. A gestão demonstrou ceticismo quanto ao apelo imediato dos chamados AI PCs para o consumidor final, evitando promessas exageradas sobre funcionalidades que ainda não se traduzem em valor percebido.

A estratégia da empresa segue concentrada na renovação do parque corporativo, com destaque para as linhas Latitude, e nos modelos premium XPS. A aposta é que a demanda virá da necessidade física de atualização de hardware nas empresas, e não da adoção de recursos de software que o usuário comum ainda não considera essenciais.

Lenovo aposta em ecossistema e lock-in

Em contraste com a abordagem da Dell, a Lenovo apresentou uma estratégia mais agressiva ao lançar a Qira, sua inteligência artificial onipresente, além de novos dispositivos, como um colar inteligente. A proposta é criar um ecossistema proprietário no qual a IA acompanhe o usuário em múltiplos pontos de contato, fortalecendo o lock-in tecnológico.

A empresa também alertou para possíveis gargalos na cadeia global de semicondutores em 2026, sinalizando uma política mais conservadora de gestão de estoques para garantir a disponibilidade de componentes em um cenário de forte crescimento da demanda.

Qualcomm mira a democratização da IA no Edge

A Qualcomm reforçou sua estratégia de diversificação para além dos smartphones. A companhia tem defendido que a eficiência energética de sua arquitetura ARM a coloca em posição privilegiada para a nova onda de dispositivos vestíveis, óculos inteligentes e robôs autônomos.

Segundo a empresa, a inferência local em dispositivos alimentados por bateria tende a se tornar o padrão dominante, ampliando significativamente seu mercado endereçável e reduzindo a dependência do ciclo tradicional de smartphones.

AMD se consolida como alternativa estratégica

A AMD revelou os chips Instinct MI440X, previstos para chegar ao mercado no fim de 2026, posicionando-os como concorrentes diretos das soluções da Nvidia. Embora as especificações técnicas sejam competitivas, o principal desafio da companhia segue sendo a adoção de seu ecossistema de software por desenvolvedores.

Ainda assim, a AMD mantém um papel estratégico no setor ao oferecer uma alternativa de alto desempenho para clientes que buscam diversificar fornecedores e reduzir a dependência de um único player dominante.