A Usiminas (USIM5) divulgou, nesta sexta-feira (22), os resultados do primeiro trimestre de 2020. O prejuízo foi de 424 milhões, revertendo o lucro líquido de R$ 76 milhões em igual período de 2019.
De acordo com a companhia, o resultado foi impactado negativamente pelas perdas cambiais no período.
O volume de vendas de aço foi de 1,048 milhões de toneladas, um crescimento de 4%.
Já o volume de vendas de minério de ferro alcançou 2,213 milhões de toneladas, um incremento de 17%.
O custo do produto vendido (CPV) totalizou R$ 3,295 bilhões, uma elevação de 8%.
O resultado financeiro foi negativo em R$ 858 milhões, ante as perdas de R$ 135,7 milhões em igual período de 2019.
De acordo com a Usiminas, o resultado foi impactado principalmente pelas perdas cambiais de R$ 775 milhões em função da desvalorização do real frente ao dólar.
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Ebitda sobe 14%
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) somou R$ 539 milhões, um aumento de 14%.
Enquanto a margem Ebitda atingiu 14%, alta de 1 ponto percentual.
O Ebitda ajustado somou R$ 569 milhões, um aumento de 17%. Já a margem Ebitda ajustado ficou em 15%, alta de 1 p.p.
Conforme a companhia, o aumento foi influenciado principalmente aos melhores resultados das unidades de Siderurgia e Mineração.
Receita cresce 8%
A receita líquida da Usiminas somou R$ 3,808 bilhões, um desempenho 8% superior ao mesmo período de 2019.
Conforme a Usiminas, o resultado foi puxado em função dos maiores volumes e preço dos produtos vendidos.
O lucro bruto foi de R$ 513 milhões no período.
A margem bruta atingiu 13,5%, baixa de 0,5 ponto percentual.
Usiminas investiu mais no trimestre
A Usiminas investiu R$ 182 milhões no primeiro trimestre de 2020, alta de 106%.
Os aportes foram destinados principalmente para segurança e meio ambiente, sendo 79,7% na Unidade de Siderurgia, 18,9% na Unidade de Mineração, 0,9% na Unidade de Transformação do Aço e 0,5% na Unidade de Bens de Capital.
Dívida da Usiminas avança 11,5%
A dívida líquida da Usiminas encerrou março em R$ 3,557 bilhões, um aumento de 11,5%.
De acordo com a companhia, o aumento da dívida foi motivado pela elevação do dólar, que impactou a parcela em moeda estrangeira da dívida.
A alavancagem financeira, medida relação dívida líquida / Ebtida, ficou em 1,7 vez no final de março.
Veja os principais destaques da Usiminas no período:

Fonte: Usiminas
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