O dia começa com a notícia da moratória argentina, a preocupação com a inversão da curva dos treasuries e a confirmação do Brexit para 31 de outubro.
Nós não vamos pagar nada
O investidor brasileiro foi dormir pensando nos dados referentes ao PIB brasileiro, com a expectativa de sabermos se estamos em recessão técnica ou não, com estimativas que ficam em torno de -0,20% e 0,50% (mediana de 0,20%).
No entanto, acordamos com o anúncio da decisão do governo argentino de renegociar sua interminável dívida pública.
Maurício Macri, pretende postergar os vencimentos dos títulos, já com novas datas e condições, inspirado certamente em sua antecessora, a notória caloteira Cristina Kirchner.
O ministro Hernán Lacunza afirmou em entrevista que o adiamento do pagamento dos juros se dá em virtude da preservação de suas reservas, “que devem ser usadas para a estabilidade monetária e financeira”
Resta-nos saber agora, o tamanho do impacto desta medida em nosso mercado. O certo é que certamente não será positivo.
O dia ainda nos reserva a divulgação do resultado primário do governo em julho, que provavelmente nos mostrará mais um déficit e o IGPM de agosto, que pode inclusive, trazer a primeira deflação do ano, ainda que o alívio deve durar pouco, face a nova escalada do dólar.
Novamente, a inversão da curva de juros.
Nos EUA, segue a preocupação com o risco iminente de uma recessão, com a inversão da curva dos treasuries em dois vértices: Nos títulos de 2 e 10 anos e nos de 3 meses e 10 anos.
O plano de empurrar o problema com a barriga, emitindo título ainda mais longos (50 e 100 anos) parece ter voltado à pauta por lá.
A medida “coincide” com a oscilação dos títulos de 30 anos, que não param de bater suas mínimas históricas.
Ainda sobre o cenário internacional, o cessar fogo na trade war surpreende e ao que tudo indica, teremos uma semana bem mais tranquila. Mas não podemos esquecer, que de Donald Trump se pode esperar tudo, inclusive nada.
Agora vai
No reino unido, a rainha Elizabeth deu sinal verde para que seu primeiro-ministro, Boris Johnson, suspenda as atividades de seu parlamento por 5 semanas, praticamente soterrando toda e qualquer chance de permanência do Reino Unido na União Européia.
Ao que tudo indica, não haverá acordo e a saída será “no deal”, ou seja, sem compensações, financeiras ou não.
Parece que atualmente, pagar suas contas virou uma prática démodé. Só esqueceram de avisar o mercado.
- Quer investir com mais assertividade? Então, clique aqui e fale com um assessor da EQI Investimentos!
- Aproveite e baixe nossos materiais gratuitos. Para participar do nosso canal do Telegram e ser informado com todas as novidades sobre educação financeira, economia e finanças, basta clicar aqui.






