O Ibovespa futuro abriu esta terça-feira (2) em alta de 0,63%, aos 89.440 pontos. O dólar futuro está cotado a R$ 5,33, com perda de 0,73%.
Ontem, a bolsa brasileira fechou com alta de 1,39%, chegando a 88.620,10.
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São Paulo e Rio de Janeiro, dois principais estados do país, dão sequência às reaberturas, o que anima os investidores.
No campo político, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello negou na madrugada a apreensão do celular do presidente Jair Bolsonaro. O pedido havia sido feito por deputados da oposição. A decisão promete apaziguar um pouco os ânimos em Brasília.
“Isso traz alívio político, arrefece as tensões e o mal-estar”, avalia Pablo Spyer, da Mirae Asset. “A atual crise ainda não proporcionou elementos suficientes que coloquem em risco a governabilidade do presidente Bolsonaro”, diz Filipe Teixeira, da Wisir Research e da EQI Investimentos.
O maior risco fica por conta do inquérito das fake news, que pode chegar à campanha presidencial de 2018 e gerar um pedido de cassação. Hoje começam a ser ouvidos ativistas bolsonaristas denunciados no inquérito.
Em indicadores, a Fenabrave divulga os dados sobre venda de veículos novos em maio.
Exterior
Os mercados futuros de Nova York seguem em alta. O foco é na retomada da atividade econômica.
As ameaças de convulsão social, com manifestações por todo o país, a imposição de toque de recolher e a ameaça do presidente Donald Trump de usar a força militar para conter os protestos pelo assassinato de George Floyd parecem não preocupar os investidores no momento. Da mesma forma, o risco de uma segunda onda de coronavírus e as tensões EUA-China também foram deixados para segundo plano.
Na Europa e na Ásia, o otimismo também domina.
Segundo a Reuters, a China anunciou que não comprará mais soja nem carne de porto dos Estados Unidos, como retaliação aos constantes ataques verbais e ameaças que vem sofrendo do presidente norte-americano, por conta do coronavírus e pela nova lei de segurança nacional de Hong Kong. O anúncio vai na contramão do que ficou acertado em janeiro na primeira fase do acordo comercial entre as duas potências, quando o governo chinês se comprometeu a aumentar consideravelmente a demanda por produtos agrícolas dos EUA.
Confira as cotações às 8h45:
Nova York
- S&P: +0,46%
- Nasdaq: +0,45%
- Dow Jones: +0,53%
Europa
- DAX, Alemanha: +3,71%
- FTSE, Reino Unido: +1,08%
- CAC, França: +2,03%
- FTSE MIB, Itália: +2,19%
- Stoxx 600: +1,56%
Ásia
- Nikkei, Japão: +1,19%
- Xangai, China: +0,20%
- HSI, Hong Kong: +1,11%
- ASX 200, Austrália: +0,27%
- Kospi, Coreia: +1,07%
Petróleo
- Brent (julho 2020): US$ 39,39 (+2,79%)
- WTI (julho 2020): US$ 39,37 (+2,74%)
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