O Banco ABC Brasil teve lucro líquido contábil de R$ 145,6 milhões no quarto trimestre de 2019, o que equivale a um aumento de 78,1% na comparação com igual período de 2018 e de 11,6% ante o terceiro trimestre do ano passado.
No ano, foram R$ 528,4 milhões, com avanço de 26,4% contra 2018. Esse crescimento é explicado pelo impacto não recorrente do efeito líquido positivo de R$ 25,9 milhões referente a um crédito tributário gerado pelo aumento da alíquota de CSLL de 15% para 20%, bem como pela reversão da PDD adicional constituída em setembro de 2015.
Ao mesmo tempo, porém, houve um impacto negativo de R$ 39,3 milhões no lucro contábil referente ao ônus provocado pela queda da alíquota de CSLL em 2019, de 20% para 15%.
Já o lucro líquido recorrente totalizou R$ 119,7 milhões no período de outubro a dezembro, com queda de 1,5% em relação ao mesmo intervalo de 2018 e de 2,7% ante o trimestre imediatamente anterior.
No acumulado do ano, o lucro recorrente ficou em R$ 489,1 milhões, com alta de 6,8%, graças ao crescimento da margem financeira e da receita do banco de investimentos.
Apesar disso, pesaram negativamente a menor receita com garantias prestadas, as maiores despesas com provisões para devedores duvidosos e o aumento nas despesas operacionais.
Aliás, o aumento da linha de despesas com pessoal e outras administrativas ficou em 7,4%, acima do guidance anual, de 4% a 6%, devido a gastos com marketing e contratações.
Para este ano, o guidance prevê expansão ainda maior (veja mais abaixo).
Margem financeira
A margem financeira somou R$ 258,5 milhões no quarto trimestre de 2019, com alta de 7,9% em relação a igual período de 2018.
Destaca-se que o patrimônio líquido remunerado a CDI recuou 6,5%.
Na comparação com o terceiro trimestre de 2019, essa remuneração teve queda ainda mais intensa, de 20%.
Carteira de crédito e inadimplência
A carteira de crédito expandida encerrou 2019 com R$ 30,1 bilhões, aumento de 14,9% em 12 meses e de 6,8% na comparação com o saldo de setembro. O avanço anual de 14,9% superou o guidance, de 6% a 10%.
A provisão para devedores duvidosos somou R$ 47,4 milhões, com piora de 60,7% na comparação com o quarto trimestre de 2018.
Guidance para 2020 e 2021
Para este ano, o banco prevê um crescimento de 11% a 15% da carteira de crédito expandida, atingindo volume entre R$ 1,4 e 1,6 bilhão no segmento middle. As despesas com pessoal, administrativas e PLR ter expansão entre 14% e 18%.
Para 2021, a expectativa de avanço da carteira de crédito expandida segue de 11% a 15%, com o segmento Middle ficando entre R$ 2,2 bilhões e R$ 2,5 bilhões. As despesas administrativas devem evoluir entre 6% e 9%.






