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Hidrelétricas estão no menor nível desde 2014, mas analistas descartam racionamento

Hidrelétricas estão no menor nível desde 2014, mas analistas descartam racionamento

As hidrelétricas do Sudeste/Centro-Oeste chegam a 20% da capacidade, contra 26,5% em 2018 e 18,6% em 2014, pior registro do histórico.

As hidrelétricas do Sudeste brasileiro estão em seu menor nível de armazenamento desde 2014, segundo reportagem da Reuters.

As hidrelétricas do Sudeste/Centro-Oeste estavam na quarta-feira, 25, com 20% da capacidade, contra 26,5% no mesmo dia de 2018 e 18,6% em 2014, pior registro do histórico. Em 2001, o menor volume alcançado foi de quase 21%, segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Mesmo assim, um racionamento de energia está descartado. Segundo especialistas ouvidos pela reportagem, há um considerável parque de termelétricas a ser acionado, caso haja necessidade, além de uma oferta bem maior do que a havia em 2001.

“Não vejo riscos de suprimento. O sistema está bastante seguro, temos capacidade de geração suficiente para aguentar”, disse o consultor Ricardo Lima, sócio-diretor da Tempo Presente e ex-conselheiro da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Conta de luz mais cara

O cenário, no entanto, deve aumentar as contas de luz, com a manutenção das cobranças adicionais por bandeiras. Sem mudança no quadro hídrico, o governo pode ainda acionar termelétricas mais caras, o que também será repassado ao consumidor final.

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Para o presidente da Copel Energia, Franklin Kelly Miguel, o custo é, hoje, o único problema do baixo armazenamento. “Nossa visão sobre possibilidade de racionamento em 2020 é zero. Mas pode sair mais caro… temos esse problema. Atendimento à demanda, teremos, mas o custo será alto”, disse.