As duas casas que comentaram os dados de produção da Brava Energia (BRAV3) chegaram à mesma conclusão: os números de agosto são neutros. A produção total ficou em 81,6 mil barris de óleo equivalente por dia, queda de 1,2% ante julho, e a explicação é conhecida do mercado.
“A queda sequencial foi explicada principalmente pela parada programada em Papa-Terra, que já havia sido sinalizada pela companhia”, apontam Regis Cardoso e Enzo Sozzi, analistas da XP Investimentos.
O campo recuou 22% no mês, uma perda de 2,4 mil barris de óleo equivalente por dia. A companhia informou que o ativo já opera em níveis normalizados depois da parada concluída em 7 de agosto.
O que a parada escondeu
“Excluindo a queda em Papa-Terra, a produção total teria aumentado cerca de 1,4 mil barris de óleo equivalente por dia, ou cerca de 1,3 mil barris de óleo”, calculam Cardoso e Sozzi.
Parque das Conchas foi o principal contrapeso, com alta de 2,1 mil barris de óleo equivalente por dia. Atlanta apresentou produção menor, com recuo de 0,6 mil barris diários, enquanto Recôncavo e Manati ficaram praticamente estáveis.
Potiguar segue na retomada
“A produção em Potiguar cresceu 1% no mês, com o ramp-up avançando, sustentado por volumes cada vez maiores de injeção de vapor”, observam Conrado Vegner e Vinícius Andrade, analistas do Safra.
O campo é acompanhado de perto desde a interdição da Agência Nacional do Petróleo em outubro de 2025. A produção de óleo do ativo subiu para 19,2 mil barris por dia em agosto, avanço de 0,2 mil barris na comparação mensal, o que mantém a trajetória de recuperação em curso.
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